O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Angola não muda de um dia para o outro!

Angola tem maravilhado o mundo com seu elevado crescimento económico, com uma paz militar consolidada. Quem visita a capital Luanda, verifica que a cada mês que passa ela muda, já que, surge mais o prédio, mais uma urbanização, mais um viaduto ou mais uma estrada. Mas a mudança de Angola não se faz só com betão, ela também está a acompanhar a evolução tecnológica, com os cabos de fibra óptica, com o projecto do satélite angolano, com o crescimento de grupos empresariais na comunicação social, com uma rede bancária de «última geração» e de meter inveja aos seus vizinhos. Mas, Angola também é crescimento social, nomeadamente com construção de centenas de escolas, com o surgimento de universidades e clínicas ou hospitais. Inclusive em Angola também moderniza a sua administração pública, o melhor exemplo foi a criação do GUE (Guichet Único da Empresa), serviço que permite constituir, alterar ou extinguir negócios em menos de 24 horas. Uma Angola que nem a crise financeira mundial iniciada em 2008 e que se prolonga até aos dias de hoje, a impediu de estar «sempre a subir»!


É esta a Angola que temos agora. Claro que persistem ainda graves problemas de pobreza, analfabetismo e desigualdades. Mas, um país com o passado de Angola não se muda de um dia para o outro.

Angola Surge das Cinzas

Um professor da Sorbona, P. Artus e M. Virarad, alertam (2010, p. 21) “A nossa convicção é que o tempo das vacas gordas acabou. Com a baixa taxas de juros e, de certa maneira, com a baixa dos preços ao consumidor ocidental. Que uma nova era da globalização começou”.


A «guerra» pelas matérias-primas, já começou e mais do que nunca vão ser a salvação de várias nações que estão num forte processo de industrialização.

Os continentes disputados serão o Continente Africano e a América do Sul. Estas duas grandes regiões são o futuro dos recursos naturais mundiais. Por esse facto os BRIC, estão de «malas e bagagem» em direcção ao continente africano.

Talvez seja por isso, que os economistas do Standard Bank afirmam que, em 2030, perto de 50% do comércio africano será feito com os BRIC (Jornal Expansão, p.39)

África é uma presa muito mais fácil que a América Latina, onde a maioria dos estados, facilmente são corrompidos e por isso já está a ser «devorada» pelos velhos predadores, mas também pelos novos.

É neste mundo intrincado, complexo e de mudanças profundas que Angola ressurge das «cinzas»!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ontem dia 29 de Abril, o autor Jorge Kalukembe esteve na Escola de Armação de Pêra, a convite dos professores, Luís e Sónia, para falar do livro CHICORONHO, sobretudo da festa Efiko.


Foi um evento que correu muito bem e foi muito bem organizado.

Assim se vai espalhando a história da etnia CHICORONHO, a mais recente de África.


http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-lisboa/fnac-almada/2010/4/2/chicoronho

terça-feira, 27 de abril de 2010

CHICORONHO nas escolas do Algarve

No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina.


No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho.

É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas.

Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.

A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Apresentação CHICORONHO FNAC Almada

No passado dia 17 de Abril de 2010, esteve o estimado amigo e distinto Valério Guerra, presidente da ANANG, com a ilustre investigadora do Centro de Estudos Africanos, Dra. Cristina Rodrigues, a apresentar o livro CHICORONHO do autor Jorge Kalukembe (também presente).

Quer o Valério, quer a Cristina foram sublimes nas suas intervenções e opiniões sobre o romance histórico CHICORONHO. A eles, o meu muito obrigado.

Estiveram presentes a grande família angolana e sobretudo a grande família chicoronho que foram verdadeiramente encantadores para com o autor Jorge Kalukembe.

Ficou também patente que os presentes têm um grande interesse em conhecer melhor a história de Angola nomeadamente da Província da Huíla e principalmente a história dos seus antepassados.

Foi um momento de grande confraternização, característico da família angolana, sempre alegre como é habitual.

A todos um bem-haja!!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carinho dos Leitores

Continuo a receber um enorme carinho de muitos angolanos e portugueses por causa do romance histórico CHICORONHO.


Uma das opiniões mais evidentes prende-se com o facto de eu ter introduzido uma visão angolana sobre um tema que sempre fora escrito numa perspectiva portuguesa. Talvez tenham razão, mas também considero que não podia ter escrito de outra forma.

Se eu sou um chicoronho, significa que sou a quinta geração nascida em terras de Muilas e portanto é para mim um acto normal escrever sobre a minha terra com uma visão huilana.

Curiosamente, os meu leitores consideraram também extremamente importante e muito pertinente as dezenas das palavras da língua Nhaneca «plantadas» ao longo do romance, sendo esse facto um traço incontornável da angolanidade do autor.

Por fim partilho convosco uma mensagem que recebi hoje da minha mãe que a escreveu quando recordava Angola:



Caminhava por uma picada


Quando encontrei flores


Todas libertavam um perfume maravilhoso


Então caminhei no meio delas onde encontrei a felicidade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A história trágica da Madeira descrita no livro CHICORONHO repete-se no dia 20 de fevereiro de 2010

Livro Chicoronho, pag.19 e 20.

- Já viu mãezinha, choveu a noite toda e agora parece que ela está a ganhar força! – Falou João em tom apreensivo, entretanto surgiu sua irmã Maria que tinha acabado de acordar com a chuva intensa que batia na janela.


- Bem, hoje parece que está a cair o céu em cima de nós! Ainda bem que estás aqui perto de nós mano João! – desabafou Maria, aliviada de ter ali o seu irmão.


A cada minuto que passava, a chuva caía como nunca se tinha visto, parecia um autêntico dilúvio, o pior é que os solos estavam a ficar totalmente saturados, por causa da chuva ininterrupta da noite anterior.


Das vertentes abruptas a agua que caia em forma de cascata, rapidamente se tinha transformado em rios que arrastavam consigo pedras cada vez maiores.


De repente:


OOOOOOOORRRRRRRRBUUMMMM


- Mãããeeeeeee, segura-te!! - gritava desesperada Maria.


Parte da casa, tinha acabado de ruir, e uma corrente de água fortíssima agora ocupava o que dantes era a cozinha.


Dona Bettencourt é arrastada pelas águas, mas fica presa entre uma grande rocha e a parede da casa.


João grita para Maria:


- Afasta-te Maria, foge para o outro lado da casa! Mãe aguenta que eu vou-te buscar! – grita João que atira-se à água.


Contudo, a energia da água era verdadeiramente assustadora e demasiado forte, para uma senhora idosa como era a mãe de João.


- A água está com muita força! - gritava Dona Bettencourt, já desesperada com a água a dar-lhe pelo pescoço. Ambos tinham de fazer muita força para aguentar aquela intensa correnteza - Salva-te tu, meu filho!


- Calma mãe, estou quase a segurar-te! Estica agora o braço, vamos, rápido mãe!


Repentinamente a rocha que tinha impedido Dona Bettencourt de ser arrastada pelo rio de lama, desloca-se e ela é levada brutalmente pela corrente.______________________________________________________________________________________________________
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Acabei de transcrever, do livro CHICORONHO um dos episódios mais difíceis que os madeirenses no dia 9 de Outubro de 1803viveram, mas infelizmente a história repete-se no dia 20 de Fevereiro de 2010, a Ilha da Madeira e os madeirenses voltaram a viver um dilúvio catastrófico, descrito no meu livro que até ao dia de hoje já foram contados 42 vítimas mortais, com mais de uma centena de feridos, duas centenas de desalojados e um número indeterminado de desaparecidos.


Estou certo que todos os angolanos e especialmente os CHICORONHOS, estão solidários com povo madeirense neste momento tão difícil, terra e povo que se cruzou para sempre com Angola, principalmente com o Sudoeste de Angola.