O Livro

O Livro

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Estimados membros do Reino Chicoronho, ao ver o Blog http://sandularte.blogspot.com/, da autoria da Pilico, fiquei muito emocionado com os vários filme de Angola que ela lá colocou. Os filmes retratam a regresso de uma filha da terra de Kalukembe, trinta anos depois.


Num dos filmes está uma música cantada por Carlos Paião que é verdadeiramente o retrato de todos aqueles que partiram de Angola e nunca mais voltaram.

É para mim a música mais fiel na transmissão dos sentimentos de milhares de angolanos ainda na diáspora obrigados a viver longe da sua terra.

Muitos desses angolanos acabaram por morrer, a maioria por desgosto da distância, outros por doenças onde a angustia resultante da saudade da terra deu o empurrão para o vale da morte.

Deixo aqui a letra da musica em homenagem a todos aqueles que morreram sem terem tido a oportunidade de voltar à sua terra, que cantada por Carlos Paião toma uma dimensão de tal grandeza de dor que só um angolano a sentirá como eu a senti. Porque conhecer esta saudade é morrer.


Lá longe, lá longe Senhora

Senhora da minha fé


Sabes como é


Ter recordações


Quantas vezes te chamei


Quantas te rezei


Minhas orações






Quero ver a minha terra Senhora


Para ver a minha gente sonhar


Senhora da minha luz


Que me conduz


Onde posso ir


Cada dia aqui me tens


Cada dia vem






Quero ver a minha terra Senhora


Para ver a minha gente sorrir


É bonita a minha terra


E agora, ai agora


Esconder esta saudade é mentir






E lá longe, lá longe Senhora


Há pessoas que quero abraçar


De tão longe viemos embora


E dói muito partir sem voltar






Ai, Ai, Ai






Senhora da minha Esperança


Que não se cansa de me dizer


Que sonhar só tem valor


Onde há amor


Para se viver






Quero ver a minha terra Senhora


Para ver a minha gente crescer


É bonita a minha terra


E agora, ai agora


Conhecer esta saudade é morrer






E lá longe, lá longe Senhora


Há pessoas que eu quero abraçar


De tão longe viemos embora


E dói muito partir sem voltar






Lá longe, lá longe Senhora…..

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Angola não muda de um dia para o outro!

Angola tem maravilhado o mundo com seu elevado crescimento económico, com uma paz militar consolidada. Quem visita a capital Luanda, verifica que a cada mês que passa ela muda, já que, surge mais o prédio, mais uma urbanização, mais um viaduto ou mais uma estrada. Mas a mudança de Angola não se faz só com betão, ela também está a acompanhar a evolução tecnológica, com os cabos de fibra óptica, com o projecto do satélite angolano, com o crescimento de grupos empresariais na comunicação social, com uma rede bancária de «última geração» e de meter inveja aos seus vizinhos. Mas, Angola também é crescimento social, nomeadamente com construção de centenas de escolas, com o surgimento de universidades e clínicas ou hospitais. Inclusive em Angola também moderniza a sua administração pública, o melhor exemplo foi a criação do GUE (Guichet Único da Empresa), serviço que permite constituir, alterar ou extinguir negócios em menos de 24 horas. Uma Angola que nem a crise financeira mundial iniciada em 2008 e que se prolonga até aos dias de hoje, a impediu de estar «sempre a subir»!


É esta a Angola que temos agora. Claro que persistem ainda graves problemas de pobreza, analfabetismo e desigualdades. Mas, um país com o passado de Angola não se muda de um dia para o outro.

Angola Surge das Cinzas

Um professor da Sorbona, P. Artus e M. Virarad, alertam (2010, p. 21) “A nossa convicção é que o tempo das vacas gordas acabou. Com a baixa taxas de juros e, de certa maneira, com a baixa dos preços ao consumidor ocidental. Que uma nova era da globalização começou”.


A «guerra» pelas matérias-primas, já começou e mais do que nunca vão ser a salvação de várias nações que estão num forte processo de industrialização.

Os continentes disputados serão o Continente Africano e a América do Sul. Estas duas grandes regiões são o futuro dos recursos naturais mundiais. Por esse facto os BRIC, estão de «malas e bagagem» em direcção ao continente africano.

Talvez seja por isso, que os economistas do Standard Bank afirmam que, em 2030, perto de 50% do comércio africano será feito com os BRIC (Jornal Expansão, p.39)

África é uma presa muito mais fácil que a América Latina, onde a maioria dos estados, facilmente são corrompidos e por isso já está a ser «devorada» pelos velhos predadores, mas também pelos novos.

É neste mundo intrincado, complexo e de mudanças profundas que Angola ressurge das «cinzas»!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ontem dia 29 de Abril, o autor Jorge Kalukembe esteve na Escola de Armação de Pêra, a convite dos professores, Luís e Sónia, para falar do livro CHICORONHO, sobretudo da festa Efiko.


Foi um evento que correu muito bem e foi muito bem organizado.

Assim se vai espalhando a história da etnia CHICORONHO, a mais recente de África.


http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-lisboa/fnac-almada/2010/4/2/chicoronho

terça-feira, 27 de abril de 2010

CHICORONHO nas escolas do Algarve

No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina.


No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho.

É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas.

Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.

A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Apresentação CHICORONHO FNAC Almada

No passado dia 17 de Abril de 2010, esteve o estimado amigo e distinto Valério Guerra, presidente da ANANG, com a ilustre investigadora do Centro de Estudos Africanos, Dra. Cristina Rodrigues, a apresentar o livro CHICORONHO do autor Jorge Kalukembe (também presente).

Quer o Valério, quer a Cristina foram sublimes nas suas intervenções e opiniões sobre o romance histórico CHICORONHO. A eles, o meu muito obrigado.

Estiveram presentes a grande família angolana e sobretudo a grande família chicoronho que foram verdadeiramente encantadores para com o autor Jorge Kalukembe.

Ficou também patente que os presentes têm um grande interesse em conhecer melhor a história de Angola nomeadamente da Província da Huíla e principalmente a história dos seus antepassados.

Foi um momento de grande confraternização, característico da família angolana, sempre alegre como é habitual.

A todos um bem-haja!!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carinho dos Leitores

Continuo a receber um enorme carinho de muitos angolanos e portugueses por causa do romance histórico CHICORONHO.


Uma das opiniões mais evidentes prende-se com o facto de eu ter introduzido uma visão angolana sobre um tema que sempre fora escrito numa perspectiva portuguesa. Talvez tenham razão, mas também considero que não podia ter escrito de outra forma.

Se eu sou um chicoronho, significa que sou a quinta geração nascida em terras de Muilas e portanto é para mim um acto normal escrever sobre a minha terra com uma visão huilana.

Curiosamente, os meu leitores consideraram também extremamente importante e muito pertinente as dezenas das palavras da língua Nhaneca «plantadas» ao longo do romance, sendo esse facto um traço incontornável da angolanidade do autor.

Por fim partilho convosco uma mensagem que recebi hoje da minha mãe que a escreveu quando recordava Angola:



Caminhava por uma picada


Quando encontrei flores


Todas libertavam um perfume maravilhoso


Então caminhei no meio delas onde encontrei a felicidade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A história trágica da Madeira descrita no livro CHICORONHO repete-se no dia 20 de fevereiro de 2010

Livro Chicoronho, pag.19 e 20.

- Já viu mãezinha, choveu a noite toda e agora parece que ela está a ganhar força! – Falou João em tom apreensivo, entretanto surgiu sua irmã Maria que tinha acabado de acordar com a chuva intensa que batia na janela.


- Bem, hoje parece que está a cair o céu em cima de nós! Ainda bem que estás aqui perto de nós mano João! – desabafou Maria, aliviada de ter ali o seu irmão.


A cada minuto que passava, a chuva caía como nunca se tinha visto, parecia um autêntico dilúvio, o pior é que os solos estavam a ficar totalmente saturados, por causa da chuva ininterrupta da noite anterior.


Das vertentes abruptas a agua que caia em forma de cascata, rapidamente se tinha transformado em rios que arrastavam consigo pedras cada vez maiores.


De repente:


OOOOOOOORRRRRRRRBUUMMMM


- Mãããeeeeeee, segura-te!! - gritava desesperada Maria.


Parte da casa, tinha acabado de ruir, e uma corrente de água fortíssima agora ocupava o que dantes era a cozinha.


Dona Bettencourt é arrastada pelas águas, mas fica presa entre uma grande rocha e a parede da casa.


João grita para Maria:


- Afasta-te Maria, foge para o outro lado da casa! Mãe aguenta que eu vou-te buscar! – grita João que atira-se à água.


Contudo, a energia da água era verdadeiramente assustadora e demasiado forte, para uma senhora idosa como era a mãe de João.


- A água está com muita força! - gritava Dona Bettencourt, já desesperada com a água a dar-lhe pelo pescoço. Ambos tinham de fazer muita força para aguentar aquela intensa correnteza - Salva-te tu, meu filho!


- Calma mãe, estou quase a segurar-te! Estica agora o braço, vamos, rápido mãe!


Repentinamente a rocha que tinha impedido Dona Bettencourt de ser arrastada pelo rio de lama, desloca-se e ela é levada brutalmente pela corrente.______________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________

Acabei de transcrever, do livro CHICORONHO um dos episódios mais difíceis que os madeirenses no dia 9 de Outubro de 1803viveram, mas infelizmente a história repete-se no dia 20 de Fevereiro de 2010, a Ilha da Madeira e os madeirenses voltaram a viver um dilúvio catastrófico, descrito no meu livro que até ao dia de hoje já foram contados 42 vítimas mortais, com mais de uma centena de feridos, duas centenas de desalojados e um número indeterminado de desaparecidos.


Estou certo que todos os angolanos e especialmente os CHICORONHOS, estão solidários com povo madeirense neste momento tão difícil, terra e povo que se cruzou para sempre com Angola, principalmente com o Sudoeste de Angola.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eu sou dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma.

Eu sou dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma.


Esta é a frase que acompanha o filme Invictus, baseado numa história real que, ao contrário do que se pensa, não é sobre rugby, mas sobre a liderança de um homem que chegou ao poder na hora certa, no lugar certo.

Acabei de ver o filme e não pude ficar indiferente, com a certeza de que se o meu país tivesse tido um líder como o homem retratado no filme Invictus, hoje estaria a escrever este blog, talvez no povoado da Huíla, terra que viu nascer os meus antepassados, ou em Kalukembe, terra que me viu nascer.

O homem reflectido neste filme existiu e não se deixou influenciar por pensamentos e ideologias longínquas e contranatura à alma africana.

A frase suprareferida é um dos pensamentos dos muitos, sabiamente transmitidos pelo homem que evitou uma guerra étnica e uma guerra rácica no seu país, conseguindo contrabalançar a vingança dos negros e a debandada dos brancos temerosos!

Invictus é um filme que aconselho a todos, sem excepção. Se muitas vezes perdemos tempo com actividades inúteis, acreditem que desta vez será ganhar tempo, ou melhor, ganhar sabedoria de como se pode liderar, sem apelos a sentimentos de vingança, de ódios rácicos ou étnicos.

Como se visiona no filme (e como aconteceu na realidade), após a eleição do mencionado homem como presidente do seu país, no seu primeiro dia de trabalho, ele deslocou-se ao “seu” Palácio Presidencial e reparou à medida que caminhava pelas dezenas de gabinetes, que os brancos estavam todos a arrumar os seus objectos pessoais e profissionais. Os brancos estavam certos que seriam expulsos das suas funções, bem como do seu país.

Os pensamentos dos brancos tinham razão de existir, já que, foram eles que criaram em 1948 o sistema mais rácico que algum país de África viveu. A esse sistema designaram de APARTHEID – palavra Apartheid é uma palavra do africânder e significa “separação" – sistema adoptado legalmente para designar um regime segundo o qual, os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Foi este regime que prendeu no passado, o homem que acabara de ser eleito em 1994 presidente do seu país. Decorria o mês de Agosto de 1962, quando teve a primeira sentença de 5 anos de prisão por viajar ilegalmente para o exterior e incentivar greves, tendo sido a mesma agravada para prisão perpétua em 2 de Junho de 1967. Só foi libertado no dia 11 de Fevereiro de 1990.

Por outro lado, os brancos africanos assistiram às independências dos seus países vizinhos, nos quais, eclodiram guerra civis fratricidas que duraram dezenas de anos e onde os brancos foram estrategicamente “assustados” , renegados e “expulsos” da terra que os viu nascer.

Assim, a estes brancos da África do Sul, de acordo com o regime que criaram e de acordo com a história dos povos vizinhos, só lhes restava uma possível guerra civil e/ou uma fuga para fora do seu país.

Por isso os brancos que trabalhavam no Palácio Presidencial estavam de «mala e kuia», prontos para serem expulsos das suas funções.

Quando o mencionado Presidente chega ao seu gabinete, chama a sua secretária e pede-lhe para convocar de imediato uma reunião com todos os funcionários.

Os brancos pensaram «quer-nos dizer pessoalmente que estamos despedidos, para mostrar que agora são eles (os negros) que mandam».

O Presidente entrou na sala repleta de funcionários (os negros presentes eram todos novos nas sua funções), a maioria era de cor branca. A ansiedade era elevada.

O discurso do Presidente simplesmente deixou sem palavras, brancos e negros, porque ele acreditou e defendeu que o seu país só poderia ter futuro com a contribuição de todos, sem excepção e pediu aos brancos que quisessem acompanhá-lo na árdua tarefa de unir e desenvolver o país, para integrar a sua equipa presidencial. Esta foi a sua primeira medida de muitas, que veio a tomar.

A superioridade deste Presidente africano contrastou em absoluto, com a maioria de todos os outros. Ele evitou uma guerra civil, ele evitou a «debandada» dos quadros do seu país e com isso, evitou o abrupto empobrecimento da Nação e a deflagração da miséria generalizada. E sobretudo, permitiu que os filhos da terra pudessem continuar a viver na sua terra, a única que conheceram como sua!

Se todos os países africanos fossem abençoados com um presidente deste nível intelectual e espírito humanista como foi a Nação da África do Sul, hoje o continente africano seria tudo o que não é hoje.

Por isto e muito mais, não percam o filme produzido por Clint Eastwood que, de forma sublime, homenageia um dos seres humanos mais maravilhoso que o século XX e XXI conheceu e conhece – Nelson Mandela.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O homem grande e os homens pequenos!

Homem muito, muito grande.


Hoje excepcionalmente não irei falar de Angola, do Chicoronho ou da Huíla!

Mas, de um homem muito, muito grande!

Um homem que combateu o que de mais repugna qualquer ser humano minimamente informado e equilibrado – RACISMO.

Raça, um termo ainda hoje tão utilizado, mas que academicamente não tem qualquer significado, porque é um termo em si, vazio. Um termo criado politicamente. Não há raça humana, apesar de se ouvir muitas vezes essa designação, inclusive de professores universitários.

Há a Espécie Humana, pertencente ao Reino Animal. Com a evolução da espécie humana e com a sua diáspora pelo mundo fora houve a necessidade da sua pele se adaptar à Latitude que se encontrava. Assim resultaram as peles mais escuras com diferentes tonalidades, ou seja, do negro ao encarnado entre os trópicos de Cancer e de Capricórnio, como adaptação aos intensos e perigosos raios UV; Mas, à medida que o ser humano se foi instalando nas latitudes mais elevadas, a sua pele teve outras necessidades e por isso são peles mais claras. Simples de perceber!

Não há raças, mas sim etnias. Mas, mesmo em relação às etnias há confusões de interpretação.

Todos aqueles que vivem no mesmo espaço geográfico e partilham em grosso modo os mesmos hábitos ao nível da cultura, língua, musica, costumes, gastronomia, danças entre outros, então estamos perante o mesmo grupo étnico.

Claro que ainda hoje, muitos não conseguem desligar o conceito de etnia da cor das pessoas, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Portanto, isto significa que podemos academicamente ter um negro, castanho, vermelho, amarelo ou branco pertencentes todos à mesma etnia, desde que estes convivam no mesmo espaço geográfico e partilhem os mesmos pressupostos acima mencionados.

Voltando ao homem grande que orgulhosamente eu sou contemporâneo, foi preso exactamente por defender que não havia raças humanas e muito menos que havia raças superiores e raças inferiores.

Foi preso por combater um sistema hediondo profundamente rácico.

Quando foi preso era um jovem adulto e permaneceu encarcerado durante décadas, quando saiu, já era idoso. Volto a repetir: ficou preso durante décadas. Ele tinha perdido toda a sua vida de juventude e de auge físico e intelectual numa prisão. Lembro que nenhum de nós vive duas vezes, ou seja, ele não teve segunda oportunidade de voltar a ser jovem.

Por conseguinte, quando foi anunciado a sua eventual libertação, os homens pequenos pensaram:

«ele sairá revoltado e quererá a vingança de quem lhe tirou as melhores décadas de vida»

Mas, quando um homem é grande, as suas acções e atitudes também o são, assim, depois de ele ser libertado, fez um discurso num estádio completamente lotado e para espanto dos homens pequenos, ele apelou ao dialogo em vez da divergência, ele apelou à compreensão em vez do ódio, ele apelou à tolerância me vez do seu contrario, ele apelou à reconciliação em vez da divisão.

O homem grande foi libertado no dia 11 de Fevereiro de 1990 e chama-se Nelson Mandela.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ANGOLA POR RAZÃO

É afinal


para lá do que há de mais belo

e do maravilhoso e do fantástico

e do doce do mais doce caramelo



se assim podermos classificar

como um país nos possui

como a terra ao germinar

em alma e luz se dilui



em carne e sangue e genuíno

fio de lágrimas pela Pátria

tecido nas serras dos destino

e em ecos interiores é Mátria



é, na transcendência, afinal

para lá de lá dos cristais de gestação

que irrompe o meu mais puro e doce mal

de ter Angola por Razão.



Valério Guerra

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Farra Angolana realizada pela ANANG

Ontem, dia 6 de Fevereiro de 2010, por momentos pensei que estava em Angola, mais concretamente, numa farra do Lubango. Na verdade estava em Portimão, na grande festa angolana organizada pela ANANG. O Presidente da ANANG, Valério Guerra, animou e emocionou os conterrâneos com a declamação de um poema de sua autoria.


Eu tive o privilégio de conhecer ilustres angolanos, pessoas extraordinárias com histórias de vida fascinantes. Alguns destes, estando distantes fisicamente da sua terra, deixaram os seus pensamentos, recordações e direi mesmo, as suas almas em Angola.

Não vou referir nomes, sob pena de me esquecer de alguém, mas devo salientar que foram muitos aqueles que felicitaram o autor Jorge Kalukembe, pelo seu livro CHICORONHO. A todos o meu obrigado pela simpatia.

Espero que Deus continue a iluminar o meu caminho para poder escrever mais e dar mais alegrias a todos aqueles que, através da leitura, recordam Angola, as suas vidas e a dos seus entes queridos que lá viveram e ficaram.

Bem-haja ANANG, que permite que a grande família angolana possa ter encontros destes.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Encontro da ANANG, num mega Jantar em Portimão

Estimada familia angolana,
No próximo dia 6 de Fevereiro, teremos um mega jantar em Portimão, organizado pela ANANG.
Contamos com presença de todos, onde podemos falar de Angola, Lubango, Huila e dos Chicoronhos.
Nota: O pazo de inscrição para o jantar termina no dia 4 de Fevereiro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Borla num almoço angolano, à conta da amizade CHICORONHO.

Viva comunidade CHICORONHO, espero que estejam a gostar do livro CHICORONHO devo dizer que enquanto autor já ganhei uma «borla de almoço» do Presidente da ANANG e respectiva esposa, aliás ele pediu para que eu esclarecesse que ele não é o fundador da ANANG como eu disse, mas um dos fundadores desta.


Feita a minha correcção, devo dizer que foi um almoço à moda de bons angolanos, ou seja, almoçamos no terraço com uma magnífica paisagem de fundo, tudo isto acompanhado de uma agradável conversa sobre a nossa Huíla.

Aliás informo a comunidade Chicoronho que há uma forte possibilidade de fazer a apresentação do livro, na FNAC de Almada, mas ainda nada está acertado. Contudo conto desde já com o apoio pessoal do nosso estimado Valério.

Quero agradecer os comentários sobre o livro editado, parece que o Jorge Kalukembe escreveu algo que vai ao encontro do imaginário de muitos angolanos, lusoangolanos e amantes da literatura lusófona.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Chicoronho — Agenda Cultural Fnac

Chicoronho — Agenda Cultural Fnac

FNAC Algarve - Agenda Cultural

A agenda cultural da FNAC, apresenta o livro CHICORONHO de Jorge Kalukembe no endereço:
http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-algarve/2010/1/2/chicoronho

Apresentação livro CHICORONHO de Jorge Kalukembe na FNAC Algarve

No dia 24 de Janeiro de 2010 na FNAC da Guia, Algarve houve a apresentação do livro CHICORONHO, do autor Jorge Kalukembe.


Foi um evento que contou com a participação do fundador da ANANG, Valério Guerra e do musico José Manuel, ambos naturais de Angola.

Coube ao Soba Valério apresentar a obra e declamar o poema «Regressei aos Teus Braços» acompanhado de forma sublime pelo musico José Manuel.

A apresentação do livro CHICORONHO, contou também com a participação de dezenas de angolanos, amigos de Angola e leitores da escrita dos PALOP.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

FNAC ALGARVE

Dia 24 de Janeiro de 2010, a FNAC do Algarve apresenta livro CHICORONHO.
O encontro da familia angolana, amigos de Angola e amantes da literatura lusofona está marcado para as 16 horas.
Um abraço à grande familia angolana.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Origem da palavra CHICORONHO

A palavra CHICORONHO tem origem na ocupação do sudoeste angolano iniciado em finais de 1884.


Decorria o mês de Outubro de 1884, quando cerca de 222 madeirenses partiram em direcção ao sudoeste angolano, a viagem demorou cinco semanas. Assim a 17 de Novembro os referidos madeirenses desembarcaram no Namibe e chegaram ao Lubango nas vésperas do Natal de 1884. Estes madeirenses foram então os fundadores da Colónia de Sá da Bandeira.

Os militares portugueses sediados no Sudoeste Angolano tratavam os mencionados madeirenses de colono (com desprezo),  porque eram essencialmente pobres e humildes e originários da colónia da Madeira.
O povo local – Muila da subetnia Nhaneca – via o militar português a tratar o madeirense de colono, por conseguinte, o muila passou a trata-lo na sua língua (Nhaneca) por Otyikolonyo para o distinguir do português militar que designavam de Omuputu.

Importa esclarecer que a grafia «tyi» fica foneticamente «chi», assim da palavra Nhaneca, Otyikolonyo originou a palavra Chicoronho para designar todos os descendentes de mais de um milhar de madeirenses que fundaram e desenvolveram uma das cidades mais bonitas de Angola – antiga Sá da Bandeira a actual Lubango.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CHICORONHO

O livro do autor Jorge Kalukembe defende que foi em Angola que nasceu a mais recente etnia de África – CHICORONHO.


O autor afirma que podemos encontrar esta etnia no povoado da Huíla que dista 20 km do Lubango.