O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

sábado, 5 de junho de 2010

Povos de Angola

O território de Angola sofreu várias invasões.

Os povos actuais (etnias de origem banto e europeia) que vivem em Angola não são originários deste território.

Boa parte de Angola era ocupada pelas etnias pré-bantus e etnias não-bantus como é o caso dos Koi-Koi e dos San.

Entre os anos 1300 e 1400, Angola foi invadida pela etnia bantu. Os povos bantu, habitam actualmente um terço do continente africano e desde sempre demonstraram um forte capacidade de expansão demográfica.

Cerca de 180 anos depois Angola tem novos invasores – portugueses – em 1482 com a chegada de Diogo Cão.

Diogo Cão descobriu para os europeus o rio Congo e entrou em contacto com Reino do Congo.

Este descobridor português regressou a Portugal em 1484 e levou consigo quatro pessoas do grupo étnico bancongo a quem desejava ensinar a língua Portuguesa.

Portugal era muito idêntico ao Reino do Congo, já que, era um Estado muito recente, tinha cerca 300 anos. O Reino do Congo teria talvez metade da idade de Portugal.

O Reino do Congo foi fundado no século XIV. Os Reis do Congo Tornaram-se reis absolutos e seus domínios acabaram por ser divididos em seis províncias. O poder o Rei baseava-se essencialmente na posse de escravos, de um exercito, de panos de tecido pelos bancongo e em conchas de nzimbu encontradas ao longo das margens da ilha de Luanda e noutros locais

terça-feira, 1 de junho de 2010

31 de Maio de 1923, Lubango é cidade

Foi no dia 31 de Maio de 1923, que Norton de Matos elevou Lubango a Cidade.


Norton de Matos, foi dos poucos militares portugueses que reconhecia e defendia uma maior autonomia de Angola.

Assim, Lubango comemora este ano 87 anos de elevação a cidade.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Estimados membros do Reino Chicoronho, ao ver o Blog http://sandularte.blogspot.com/, da autoria da Pilico, fiquei muito emocionado com os vários filme de Angola que ela lá colocou. Os filmes retratam a regresso de uma filha da terra de Kalukembe, trinta anos depois.


Num dos filmes está uma música cantada por Carlos Paião que é verdadeiramente o retrato de todos aqueles que partiram de Angola e nunca mais voltaram.

É para mim a música mais fiel na transmissão dos sentimentos de milhares de angolanos ainda na diáspora obrigados a viver longe da sua terra.

Muitos desses angolanos acabaram por morrer, a maioria por desgosto da distância, outros por doenças onde a angustia resultante da saudade da terra deu o empurrão para o vale da morte.

Deixo aqui a letra da musica em homenagem a todos aqueles que morreram sem terem tido a oportunidade de voltar à sua terra, que cantada por Carlos Paião toma uma dimensão de tal grandeza de dor que só um angolano a sentirá como eu a senti. Porque conhecer esta saudade é morrer.


Lá longe, lá longe Senhora

Senhora da minha fé


Sabes como é


Ter recordações


Quantas vezes te chamei


Quantas te rezei


Minhas orações






Quero ver a minha terra Senhora


Para ver a minha gente sonhar


Senhora da minha luz


Que me conduz


Onde posso ir


Cada dia aqui me tens


Cada dia vem






Quero ver a minha terra Senhora


Para ver a minha gente sorrir


É bonita a minha terra


E agora, ai agora


Esconder esta saudade é mentir






E lá longe, lá longe Senhora


Há pessoas que quero abraçar


De tão longe viemos embora


E dói muito partir sem voltar






Ai, Ai, Ai






Senhora da minha Esperança


Que não se cansa de me dizer


Que sonhar só tem valor


Onde há amor


Para se viver






Quero ver a minha terra Senhora


Para ver a minha gente crescer


É bonita a minha terra


E agora, ai agora


Conhecer esta saudade é morrer






E lá longe, lá longe Senhora


Há pessoas que eu quero abraçar


De tão longe viemos embora


E dói muito partir sem voltar






Lá longe, lá longe Senhora…..

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Angola não muda de um dia para o outro!

Angola tem maravilhado o mundo com seu elevado crescimento económico, com uma paz militar consolidada. Quem visita a capital Luanda, verifica que a cada mês que passa ela muda, já que, surge mais o prédio, mais uma urbanização, mais um viaduto ou mais uma estrada. Mas a mudança de Angola não se faz só com betão, ela também está a acompanhar a evolução tecnológica, com os cabos de fibra óptica, com o projecto do satélite angolano, com o crescimento de grupos empresariais na comunicação social, com uma rede bancária de «última geração» e de meter inveja aos seus vizinhos. Mas, Angola também é crescimento social, nomeadamente com construção de centenas de escolas, com o surgimento de universidades e clínicas ou hospitais. Inclusive em Angola também moderniza a sua administração pública, o melhor exemplo foi a criação do GUE (Guichet Único da Empresa), serviço que permite constituir, alterar ou extinguir negócios em menos de 24 horas. Uma Angola que nem a crise financeira mundial iniciada em 2008 e que se prolonga até aos dias de hoje, a impediu de estar «sempre a subir»!


É esta a Angola que temos agora. Claro que persistem ainda graves problemas de pobreza, analfabetismo e desigualdades. Mas, um país com o passado de Angola não se muda de um dia para o outro.

Angola Surge das Cinzas

Um professor da Sorbona, P. Artus e M. Virarad, alertam (2010, p. 21) “A nossa convicção é que o tempo das vacas gordas acabou. Com a baixa taxas de juros e, de certa maneira, com a baixa dos preços ao consumidor ocidental. Que uma nova era da globalização começou”.


A «guerra» pelas matérias-primas, já começou e mais do que nunca vão ser a salvação de várias nações que estão num forte processo de industrialização.

Os continentes disputados serão o Continente Africano e a América do Sul. Estas duas grandes regiões são o futuro dos recursos naturais mundiais. Por esse facto os BRIC, estão de «malas e bagagem» em direcção ao continente africano.

Talvez seja por isso, que os economistas do Standard Bank afirmam que, em 2030, perto de 50% do comércio africano será feito com os BRIC (Jornal Expansão, p.39)

África é uma presa muito mais fácil que a América Latina, onde a maioria dos estados, facilmente são corrompidos e por isso já está a ser «devorada» pelos velhos predadores, mas também pelos novos.

É neste mundo intrincado, complexo e de mudanças profundas que Angola ressurge das «cinzas»!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ontem dia 29 de Abril, o autor Jorge Kalukembe esteve na Escola de Armação de Pêra, a convite dos professores, Luís e Sónia, para falar do livro CHICORONHO, sobretudo da festa Efiko.


Foi um evento que correu muito bem e foi muito bem organizado.

Assim se vai espalhando a história da etnia CHICORONHO, a mais recente de África.


http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-lisboa/fnac-almada/2010/4/2/chicoronho

terça-feira, 27 de abril de 2010

CHICORONHO nas escolas do Algarve

No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina.


No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho.

É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas.

Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.

A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.