Lá de longe, vieram as minhas origens
Terra apelidada de pérola do oceano
Com bravura e coragem embarcaram
Em direcção ao desconhecido
Que sobretudo era temido
Pelas mitológicas histórias
Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram
Num Outubro, chuvoso de dor
Dor de quem partia
Desespero de quem ficava
Por uma separação que amargava
Com lágrimas de sangue
O Índia desapareceu
No horizonte do oceano atlântico
Para os que partiram
A pérola do atlântico desaparecia
Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa
Situada do outro lado do hemisfério
Hemisfério sul, onde tudo era mistério.
Novembro foi o mês
Que a nova terra os conheceu
Moçamedes, assim se chamava desde 1849
Não seria aí que o grupo ficaria
Homens, mulheres e crianças
Partiram a pé pela savana dentro
Ajudados por carros bóeres
E nada mais
Escalaram ao sol
Com a dor da saudade dos entes queridos
Que ficaram para trás sofridos
Na véspera de natal chegaram ao seu destino
Em condições de facilmente perder o tino
Porque suas moradas mais não eram que barracões
Que lhes fez doer os corações
A promessa foi uma
A realidade foi outra
Não desanimaram
Porque àquela terra amaram
Em poucos anos
Chegaram mais conterrâneos
Juntos tomaram aquela terra como sua
Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas
Mal amados pelo omuputu
Estimados pelos muilas
O Omuputu tratava-o por colono
Por não terem direito ao seu nome
O muila apelidou de chicolonio
De tribo branca também foram chamados no Puto
Venceram os desafios
Porque na Huíla não estavam sozinhos
Os muilas foram seus amigos
E com eles surgiu a nova etnia
A mais recente de África - CHICORONHO
terça-feira, 13 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Quilengues está em festa.
O município de Quilengues dista cerca de 142 quilómetros a norte da cidade de Lubango e completa 140 anos desde a sua fundação, a 1 de Julho de 1870.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ao longo do século XVI, inúmeras vagas de povos irromperam por Angola.
Ao longo do século XVI, inúmeras vagas de povos irromperam por Angola.
O Reino do Cassanje, composto pelos imbangala tiveram origem no Catanga, assaltaram o Ndongo após 1540 e alcançaram Luanda antes de 1576. Por volta do ano 1700 os Imbangala estabeleceram-se no vale do Cuango, onde se tornaram intermediários tenazes no comércio entre Lunda e os Portugueses na costa angolana.
O Reino de Cassanje conseguiu impor-se à penetração e domínio português até 1911-13, ano que foram subjugados militarmente pelos portugueses.
Da zona do Catanga vieram os povos jaga, que invadiram Angola na década de 1560. Estes eram nómadas, canibais e cruéis, os povos Jaga atacaram o Reino do Congo e do Ndongo e infiltraram-se em várias secções de Angola Central e Oriental.
Segundo Pélissier & Vheeler certos costumes jaga subsistem entre os ovimbundo e certos povos do planalto.
O já mencionados povos da Lunda foram atacados por volta de 1880 pelo povo rival – Quioco – que eram organizados e agressivos. Por volta de 1900 tinham destruído o reino da Lunda.
Os quiocos era uma sociedade largamente matriarcal.
A través da guerra, do comércio, do casamento e de alianças, os quioco implementaram a sua cultura em diversos povos do nordeste e do leste de Angola.
No entanto, os comerciantes mais bem sucedidos do interior de Angola foram os povos ovimbundo. Estes povos ovimbundo deslocaram-se para Angola em grandes vagas entre 1500 e 1700. A unificação dos povos ovimbundo só ocorreu por volta do século XVII, na qual se constituíram cerca de 22 reinos.
O Reino do Cassanje, composto pelos imbangala tiveram origem no Catanga, assaltaram o Ndongo após 1540 e alcançaram Luanda antes de 1576. Por volta do ano 1700 os Imbangala estabeleceram-se no vale do Cuango, onde se tornaram intermediários tenazes no comércio entre Lunda e os Portugueses na costa angolana.
O Reino de Cassanje conseguiu impor-se à penetração e domínio português até 1911-13, ano que foram subjugados militarmente pelos portugueses.
Da zona do Catanga vieram os povos jaga, que invadiram Angola na década de 1560. Estes eram nómadas, canibais e cruéis, os povos Jaga atacaram o Reino do Congo e do Ndongo e infiltraram-se em várias secções de Angola Central e Oriental.
Segundo Pélissier & Vheeler certos costumes jaga subsistem entre os ovimbundo e certos povos do planalto.
O já mencionados povos da Lunda foram atacados por volta de 1880 pelo povo rival – Quioco – que eram organizados e agressivos. Por volta de 1900 tinham destruído o reino da Lunda.
Os quiocos era uma sociedade largamente matriarcal.
A través da guerra, do comércio, do casamento e de alianças, os quioco implementaram a sua cultura em diversos povos do nordeste e do leste de Angola.
No entanto, os comerciantes mais bem sucedidos do interior de Angola foram os povos ovimbundo. Estes povos ovimbundo deslocaram-se para Angola em grandes vagas entre 1500 e 1700. A unificação dos povos ovimbundo só ocorreu por volta do século XVII, na qual se constituíram cerca de 22 reinos.
Entre os anos 1300 e 1600 devido à diasporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.
O conceituado arqueólogo e antropólogo J. Desmond Clark fez trabalho de campo no nordeste de Angola e não ficou inteiramente convencido que os Mucancalas tivessem sido os primeiros habitantes de Angola.
Contudo o mesmo não se pode dizer quem visitar o sudoeste de Angola. As cavernas existentes na Província do Namibe encontram-se pinturas dos Mucancalas.
O certo é que a etnia Bantu partindo de áreas nucleares do leste da Nigéria e , mais tarde da África Central migraram para sul por volta de 1200 anos d.C.
Entre os anos 1300 e 1600 devido á disporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.
O Reino do Congo localizado a sul do rio com o mesmo nome, com a sua capital em Mbanza-Congo, talvez tenha sido na actual Angola o primeiro a definir a sua civilização e a alcançar uma unidade de grupo hierarquizada. ´
Os domínios dos reis do Congo foram divididos em seis províncias.
Uma descrição do século XVI (Pélissier &Vheeler) dizia que:
O Mani Congo vivia num palácio sumptuoso com inúmeros servos e escravos e que gostava de musica tocada por tamborileiros e homens com trompetes de marfim. O poder o Rei do Congo assentava na posse de escravos, de um exercito, de panos tecidos e conchas nzimbu. O Reino do Congo chegou a controlar cerca de um oitavo do actual território de Angola.
Contudo o mesmo não se pode dizer quem visitar o sudoeste de Angola. As cavernas existentes na Província do Namibe encontram-se pinturas dos Mucancalas.
O certo é que a etnia Bantu partindo de áreas nucleares do leste da Nigéria e , mais tarde da África Central migraram para sul por volta de 1200 anos d.C.
Entre os anos 1300 e 1600 devido á disporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.
O Reino do Congo localizado a sul do rio com o mesmo nome, com a sua capital em Mbanza-Congo, talvez tenha sido na actual Angola o primeiro a definir a sua civilização e a alcançar uma unidade de grupo hierarquizada. ´
Os domínios dos reis do Congo foram divididos em seis províncias.
Uma descrição do século XVI (Pélissier &Vheeler) dizia que:
O Mani Congo vivia num palácio sumptuoso com inúmeros servos e escravos e que gostava de musica tocada por tamborileiros e homens com trompetes de marfim. O poder o Rei do Congo assentava na posse de escravos, de um exercito, de panos tecidos e conchas nzimbu. O Reino do Congo chegou a controlar cerca de um oitavo do actual território de Angola.
sábado, 5 de junho de 2010
Povos de Angola
O território de Angola sofreu várias invasões.
Os povos actuais (etnias de origem banto e europeia) que vivem em Angola não são originários deste território.
Boa parte de Angola era ocupada pelas etnias pré-bantus e etnias não-bantus como é o caso dos Koi-Koi e dos San.
Entre os anos 1300 e 1400, Angola foi invadida pela etnia bantu. Os povos bantu, habitam actualmente um terço do continente africano e desde sempre demonstraram um forte capacidade de expansão demográfica.
Cerca de 180 anos depois Angola tem novos invasores – portugueses – em 1482 com a chegada de Diogo Cão.
Diogo Cão descobriu para os europeus o rio Congo e entrou em contacto com Reino do Congo.
Este descobridor português regressou a Portugal em 1484 e levou consigo quatro pessoas do grupo étnico bancongo a quem desejava ensinar a língua Portuguesa.
Portugal era muito idêntico ao Reino do Congo, já que, era um Estado muito recente, tinha cerca 300 anos. O Reino do Congo teria talvez metade da idade de Portugal.
O Reino do Congo foi fundado no século XIV. Os Reis do Congo Tornaram-se reis absolutos e seus domínios acabaram por ser divididos em seis províncias. O poder o Rei baseava-se essencialmente na posse de escravos, de um exercito, de panos de tecido pelos bancongo e em conchas de nzimbu encontradas ao longo das margens da ilha de Luanda e noutros locais
Os povos actuais (etnias de origem banto e europeia) que vivem em Angola não são originários deste território.
Boa parte de Angola era ocupada pelas etnias pré-bantus e etnias não-bantus como é o caso dos Koi-Koi e dos San.
Entre os anos 1300 e 1400, Angola foi invadida pela etnia bantu. Os povos bantu, habitam actualmente um terço do continente africano e desde sempre demonstraram um forte capacidade de expansão demográfica.
Cerca de 180 anos depois Angola tem novos invasores – portugueses – em 1482 com a chegada de Diogo Cão.
Diogo Cão descobriu para os europeus o rio Congo e entrou em contacto com Reino do Congo.
Este descobridor português regressou a Portugal em 1484 e levou consigo quatro pessoas do grupo étnico bancongo a quem desejava ensinar a língua Portuguesa.
Portugal era muito idêntico ao Reino do Congo, já que, era um Estado muito recente, tinha cerca 300 anos. O Reino do Congo teria talvez metade da idade de Portugal.
O Reino do Congo foi fundado no século XIV. Os Reis do Congo Tornaram-se reis absolutos e seus domínios acabaram por ser divididos em seis províncias. O poder o Rei baseava-se essencialmente na posse de escravos, de um exercito, de panos de tecido pelos bancongo e em conchas de nzimbu encontradas ao longo das margens da ilha de Luanda e noutros locais
terça-feira, 1 de junho de 2010
31 de Maio de 1923, Lubango é cidade
Foi no dia 31 de Maio de 1923, que Norton de Matos elevou Lubango a Cidade.
Norton de Matos, foi dos poucos militares portugueses que reconhecia e defendia uma maior autonomia de Angola.
Assim, Lubango comemora este ano 87 anos de elevação a cidade.
Norton de Matos, foi dos poucos militares portugueses que reconhecia e defendia uma maior autonomia de Angola.
Assim, Lubango comemora este ano 87 anos de elevação a cidade.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Estimados membros do Reino Chicoronho, ao ver o Blog http://sandularte.blogspot.com/, da autoria da Pilico, fiquei muito emocionado com os vários filme de Angola que ela lá colocou. Os filmes retratam a regresso de uma filha da terra de Kalukembe, trinta anos depois.
Num dos filmes está uma música cantada por Carlos Paião que é verdadeiramente o retrato de todos aqueles que partiram de Angola e nunca mais voltaram.
É para mim a música mais fiel na transmissão dos sentimentos de milhares de angolanos ainda na diáspora obrigados a viver longe da sua terra.
Muitos desses angolanos acabaram por morrer, a maioria por desgosto da distância, outros por doenças onde a angustia resultante da saudade da terra deu o empurrão para o vale da morte.
Deixo aqui a letra da musica em homenagem a todos aqueles que morreram sem terem tido a oportunidade de voltar à sua terra, que cantada por Carlos Paião toma uma dimensão de tal grandeza de dor que só um angolano a sentirá como eu a senti. Porque conhecer esta saudade é morrer.
Senhora da minha fé
Sabes como é
Ter recordações
Quantas vezes te chamei
Quantas te rezei
Minhas orações
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sonhar
Senhora da minha luz
Que me conduz
Onde posso ir
Cada dia aqui me tens
Cada dia vem
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sorrir
É bonita a minha terra
E agora, ai agora
Esconder esta saudade é mentir
E lá longe, lá longe Senhora
Há pessoas que quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar
Ai, Ai, Ai
Senhora da minha Esperança
Que não se cansa de me dizer
Que sonhar só tem valor
Onde há amor
Para se viver
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente crescer
É bonita a minha terra
E agora, ai agora
Conhecer esta saudade é morrer
E lá longe, lá longe Senhora
Há pessoas que eu quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar
Lá longe, lá longe Senhora…..
Num dos filmes está uma música cantada por Carlos Paião que é verdadeiramente o retrato de todos aqueles que partiram de Angola e nunca mais voltaram.
É para mim a música mais fiel na transmissão dos sentimentos de milhares de angolanos ainda na diáspora obrigados a viver longe da sua terra.
Muitos desses angolanos acabaram por morrer, a maioria por desgosto da distância, outros por doenças onde a angustia resultante da saudade da terra deu o empurrão para o vale da morte.
Deixo aqui a letra da musica em homenagem a todos aqueles que morreram sem terem tido a oportunidade de voltar à sua terra, que cantada por Carlos Paião toma uma dimensão de tal grandeza de dor que só um angolano a sentirá como eu a senti. Porque conhecer esta saudade é morrer.
Lá longe, lá longe Senhora
Senhora da minha fé
Sabes como é
Ter recordações
Quantas vezes te chamei
Quantas te rezei
Minhas orações
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sonhar
Senhora da minha luz
Que me conduz
Onde posso ir
Cada dia aqui me tens
Cada dia vem
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente sorrir
É bonita a minha terra
E agora, ai agora
Esconder esta saudade é mentir
E lá longe, lá longe Senhora
Há pessoas que quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar
Ai, Ai, Ai
Senhora da minha Esperança
Que não se cansa de me dizer
Que sonhar só tem valor
Onde há amor
Para se viver
Quero ver a minha terra Senhora
Para ver a minha gente crescer
É bonita a minha terra
E agora, ai agora
Conhecer esta saudade é morrer
E lá longe, lá longe Senhora
Há pessoas que eu quero abraçar
De tão longe viemos embora
E dói muito partir sem voltar
Lá longe, lá longe Senhora…..
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