O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Democracia Popular no Reino Ovimbundo

Democracia Popular no Reino Ovimbundo


Os reis ovimbundo eram considerados divinos, contudo havia um considerável exercício de democracia popular. Por exemplo os conselheiros do rei, normalmente anciãos respeitados, não só escolhiam o sucessor, como também influenciavam toda a estrutura social do reino, nomeadamente no sucessor de um rei falecido.

Esta estrutura organizacional dos ovimbundos só foi «desmantelada» em finais do século XIX, com a consolidação da ocupação do território angolano por parte de Portugal. Assim, os Reis Ovimbundo passaram a ter apenas um «peso» simbólico. Havia cerca de 22 reinos ovimbundos.

Os ovimbundos entraram numa nova era no inicio do século XX, já que, os vários reis passaram a ser directa ou indirectamente designados pelas autoridades portuguesas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

ETNIA CHICORONHO

Lá de longe, vieram as minhas origens


Terra apelidada de pérola do oceano

Com bravura e coragem embarcaram

Em direcção ao desconhecido

Que sobretudo era temido

Pelas mitológicas histórias

Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram

Num Outubro, chuvoso de dor

Dor de quem partia

Desespero de quem ficava

Por uma separação que amargava

Com lágrimas de sangue

O Índia desapareceu

No horizonte do oceano atlântico

Para os que partiram

A pérola do atlântico desaparecia

Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa

Situada do outro lado do hemisfério

Hemisfério sul, onde tudo era mistério.

Novembro foi o mês

Que a nova terra os conheceu

Moçamedes, assim se chamava desde 1849

Não seria aí que o grupo ficaria

Homens, mulheres e crianças

Partiram a pé pela savana dentro

Ajudados por carros bóeres

E nada mais

Escalaram ao sol

Com a dor da saudade dos entes queridos

Que ficaram para trás sofridos

Na véspera de natal chegaram ao seu destino

Em condições de facilmente perder o tino

Porque suas moradas mais não eram que barracões

Que lhes fez doer os corações

A promessa foi uma

A realidade foi outra

Não desanimaram

Porque àquela terra amaram

Em poucos anos

Chegaram mais conterrâneos

Juntos tomaram aquela terra como sua

Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas

Mal amados pelo omuputu

Estimados pelos muilas

O Omuputu tratava-o por colono

Por não terem direito ao seu nome

O muila apelidou de chicolonio

De tribo branca também foram chamados no Puto

Venceram os desafios

Porque na Huíla não estavam sozinhos

Os muilas foram seus amigos

E com eles surgiu a nova etnia

A mais recente de África - CHICORONHO

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quilengues está em festa.

O município de Quilengues dista cerca de 142 quilómetros a norte da cidade de Lubango e completa 140 anos desde a sua fundação, a 1 de Julho de 1870.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ao longo do século XVI, inúmeras vagas de povos irromperam por Angola.

Ao longo do século XVI, inúmeras vagas de povos irromperam por Angola.


O Reino do Cassanje, composto pelos imbangala tiveram origem no Catanga, assaltaram o Ndongo após 1540 e alcançaram Luanda antes de 1576. Por volta do ano 1700 os Imbangala estabeleceram-se no vale do Cuango, onde se tornaram intermediários tenazes no comércio entre Lunda e os Portugueses na costa angolana.

O Reino de Cassanje conseguiu impor-se à penetração e domínio português até 1911-13, ano que foram subjugados militarmente pelos portugueses.

Da zona do Catanga vieram os povos jaga, que invadiram Angola na década de 1560. Estes eram nómadas, canibais e cruéis, os povos Jaga atacaram o Reino do Congo e do Ndongo e infiltraram-se em várias secções de Angola Central e Oriental.

Segundo Pélissier & Vheeler certos costumes jaga subsistem entre os ovimbundo e certos povos do planalto.

O já mencionados povos da Lunda foram atacados por volta de 1880 pelo povo rival – Quioco – que eram organizados e agressivos. Por volta de 1900 tinham destruído o reino da Lunda.

Os quiocos era uma sociedade largamente matriarcal.

A través da guerra, do comércio, do casamento e de alianças, os quioco implementaram a sua cultura em diversos povos do nordeste e do leste de Angola.

No entanto, os comerciantes mais bem sucedidos do interior de Angola foram os povos ovimbundo. Estes povos ovimbundo deslocaram-se para Angola em grandes vagas entre 1500 e 1700. A unificação dos povos ovimbundo só ocorreu por volta do século XVII, na qual se constituíram cerca de 22 reinos.

Entre os anos 1300 e 1600 devido à diasporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.

O conceituado arqueólogo e antropólogo J. Desmond Clark fez trabalho de campo no nordeste de Angola e não ficou inteiramente convencido que os Mucancalas tivessem sido os primeiros habitantes de Angola.


Contudo o mesmo não se pode dizer quem visitar o sudoeste de Angola. As cavernas existentes na Província do Namibe encontram-se pinturas dos Mucancalas.

O certo é que a etnia Bantu partindo de áreas nucleares do leste da Nigéria e , mais tarde da África Central migraram para sul por volta de 1200 anos d.C.

Entre os anos 1300 e 1600 devido á disporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.

O Reino do Congo localizado a sul do rio com o mesmo nome, com a sua capital em Mbanza-Congo, talvez tenha sido na actual Angola o primeiro a definir a sua civilização e a alcançar uma unidade de grupo hierarquizada. ´

Os domínios dos reis do Congo foram divididos em seis províncias.

Uma descrição do século XVI (Pélissier &Vheeler) dizia que:

O Mani Congo vivia num palácio sumptuoso com inúmeros servos e escravos e que gostava de musica tocada por tamborileiros e homens com trompetes de marfim. O poder o Rei do Congo assentava na posse de escravos, de um exercito, de panos tecidos e conchas nzimbu. O Reino do Congo chegou a controlar cerca de um oitavo do actual território de Angola.

sábado, 5 de junho de 2010

Povos de Angola

O território de Angola sofreu várias invasões.

Os povos actuais (etnias de origem banto e europeia) que vivem em Angola não são originários deste território.

Boa parte de Angola era ocupada pelas etnias pré-bantus e etnias não-bantus como é o caso dos Koi-Koi e dos San.

Entre os anos 1300 e 1400, Angola foi invadida pela etnia bantu. Os povos bantu, habitam actualmente um terço do continente africano e desde sempre demonstraram um forte capacidade de expansão demográfica.

Cerca de 180 anos depois Angola tem novos invasores – portugueses – em 1482 com a chegada de Diogo Cão.

Diogo Cão descobriu para os europeus o rio Congo e entrou em contacto com Reino do Congo.

Este descobridor português regressou a Portugal em 1484 e levou consigo quatro pessoas do grupo étnico bancongo a quem desejava ensinar a língua Portuguesa.

Portugal era muito idêntico ao Reino do Congo, já que, era um Estado muito recente, tinha cerca 300 anos. O Reino do Congo teria talvez metade da idade de Portugal.

O Reino do Congo foi fundado no século XIV. Os Reis do Congo Tornaram-se reis absolutos e seus domínios acabaram por ser divididos em seis províncias. O poder o Rei baseava-se essencialmente na posse de escravos, de um exercito, de panos de tecido pelos bancongo e em conchas de nzimbu encontradas ao longo das margens da ilha de Luanda e noutros locais

terça-feira, 1 de junho de 2010

31 de Maio de 1923, Lubango é cidade

Foi no dia 31 de Maio de 1923, que Norton de Matos elevou Lubango a Cidade.


Norton de Matos, foi dos poucos militares portugueses que reconhecia e defendia uma maior autonomia de Angola.

Assim, Lubango comemora este ano 87 anos de elevação a cidade.