O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

RUMO - Alda Lara, poetisa angolana

É tempo, companheiro!
Caminhemos...
Longe, a terra chama por nós,
e ningém resiste à voz
Da terra...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma terra nos gerou!
Vamos, companheiro...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras...
E o meu suor,
se junte ao teu suor,
quando rasgamos os trilhos
de um mundo melhor!
Vamos!
que outro oceano nos inflama...
Ouves?
É a terra que nos chama...
É tempo companheiro!
Caminhemos...
                                         Alda Lara, poetisa angolana

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Expressões Umbundo

Gostava de partilhar algumas expressões usadas na Língua Umbundo, como:
Ovela utwe - dói-lhe a cabeça
Okuchita - dar à luz
Okumina - estar grávida
Okukava - estar cansado
Ombya yateka - a panela partiu-se
Onjala ivala - a fome dói
Kasi l´onjala - ter fome

terça-feira, 30 de novembro de 2010

De Cabinda ao Namibe do Professor Adriano Rodrigues

Venho por este meio divulgar o excelente livro do Professor Adriano Rodrigues, que trata assuntos de grande interesse para todos nós angolanos. Eu destaco o seguinte:
Adriano Vasco Rodrigues exerceu o cargo desde 1965, em Angola, de Inspector-adjunto provincial do ensino. Trabalhou também no instituto de investigação cientifica em Angola. No seu brilhante livro De Cabinda ao Namibe, memórias de Angola, publicado pela editora Palimage, na pág. 297 dizia em relação a Angola: "o sistema escolar continuou a impedir a maior parte dos jovens africanos de prosseguirem nos estudos secundários. Esses jovens marginais vieram a constituir os pioneiros, que integraram o exercito do MPLA...". Ele ainda defendeu que a língua portuguesa devia ser leccionada desde o jardim-de-infancia porque "isto evitaria o desastre". Defendeu, nesse sentido, um ensino intensivo da língua portuguesa para os negros angolanos. Mas "os superiores hierárquicos reagiram mal. O secretario provincial ficou mesmo furioso."
Assim se faz a história de Angola!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ih! Iya!

Vou continuar a falar das interjeições e hoje há uma outra palavra.


Tantas vezes utilizamos o termo «ih» no discurso. Os mais novos, sobretudo a minha geração não sabe que é um termo da Língua Umbundu, mais concretamente é uma interjeição.

As interjeições exprimem por palavras invariável, os sentimentos repentinos da alma.

Nesse sentido a palavra «ih» é admiração.

Uma outra palavra que por vezes uso é «iya!», que significa, sim e/ou aprovação

Aka!

Tantas vezes utilizamos o termo «aka» no discurso. Os mais novos, sobretudo a minha geração não sabe que é um termo da Língua Umbundu, mais concretamente é uma interjeição.


As interjeições exprimem por palavras invariáveis, os sentimentos repentinos da alma.

Nesse sentido a palavra «aka» pode significar admiração e/ou desconformidade.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Obra Católica na Huíla

A obra católica em Angola através das congregações dos Capuchinhos e Espírito Santo são de um valor inestimável para todos nós angolanos, reconhecido pelo Presidente de Angola José Eduardo dos Santos, aquando da visita do Papa Bento XVI ao país.


A actual paz que se vive no país, resulta em muito de uma doutrina católica que ao longo de séculos influenciou e moldou a nossa angolanidade.

Uma das maiores riquezas de Angola são as múltiplas etnias que a constituem, mas essa riqueza toma maior dimensão com a sã relação entre elas. Se no passado recente como no presente não assistimos a conflitos étnicos em Angola como tem acontecido em muitos países africanos, deve-se em grande medida à educação das Missões Espírito Santo, sem esquecer as missões protestantes que chegaram a Angola, São Salvador do Congo em 1878 com a Sociedade Missionária Baptista Inglesa.

Hoje podemos estudar a Língua Nhaneca, graças ao incansável trabalho em finais do século XIX, inicio do século XX dos Missionários Espírito Santo, com destaque para:

Padre Dekindt

Padre Villain

Padre Bonnefoux

Padre Afonso Maria Lang

O padre Bonnefoux escreveu um dicionário Olunyaneka – Português (1941) – edição póstuma - e ainda Breve Método da Língua Nyaneka.

O padre Villain escreveu à mão um vocabulário português-nhaneca bastante desenvolvido.

O padre Lang escreveu uma gramática da língua nhaneca, impressa em Portugal em 1906 – Ensaios de Gramática Nyaneca, «por Afonso Maria Lang, Missionário do Espirito Santo».

Aldeia na Língua Nhaneca

Na época da fundação do Lubango, a língua e a etnia predominante era a Nhaneca. Por conseguinte as aldeias não se chamavam Sanzalas (quando muito Osandyala), apesar de hoje ser um termo generalizado.


Na língua Nhaneca, aldeia podiam designar-se de: okalongo; otyilongo (o ty foneticamente lê-se como Ch ou X). É desta palavra que deriva Quilombo (as letras Qui, foneticamente lêem-se Ch ou X), o nome dado às aldeias no Brasil onde se concentravam os escravos fugidos das fazendas, onde eram explorados .

Contudo, também se designavam as aldeias de:

. Eumbo

. Osandyala (daqui o termo sanzala)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Constatar e não Julgar!

Quando estudamos a história de Angola devemos ter a serenidade de aceitar os factos.


O que aconteceu no tempo colonial, tem de ser analisado e contextualizado há época.

Quando se fala da descriminação, dos privilégios dos colonos da triste história dos contratados, temos de encarar tudo isto – colonos e colonizados, brancos e negros - não numa perspectiva de julgamento com base numa visão moderna porque isso é distorcer a própria história. Devemos apenas constatar os factos históricos. Por muito que custe a uns e outros, relatar, descrever a realidade do passado histórico de Angola, não é exorcizar fantasmas, mas sim evitar que eles nunca mais regressem.

Branquear a história é ocultar a verdade e isso é perigoso, porque impossibilita à humanidade de evitar erros do passado. O mundo está repleto de exemplos desses.



«Julgar o passado pelos seus aspectos negativos e encarando


prismas de acção modernos, traduz um falso pressuposto, porque nem

o passado deixa de ser motivo de reflexão, nem o presente consegue es-

conder a força histórica que agigantou um povo» *)



*) – Prof. Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, I vol.

1977, pág. 16.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Trinta e cinco anos

Trinta e cinco anos,


São os anos de libertação

Resultantes da opressão

Viva, viva

Viva a Independência

Viva a libertação

Viva o fim da colonização

Hoje as lágrimas correm

Não de dor

Nem de tirania

Hoje elas correm de alegria

Porque hoje a minha terra é livre

Já não há contratados

Apenas empregados

Viva , Viva

A minha terra é paixão

Seus povos são beleza de expressão

Sua natureza é maravilhosamente sufocante

Esta é a minha terra

Onde para o meu coração

Onde mora a emoção

Viva, viva

ANGOLA

sábado, 30 de outubro de 2010

Escravatura em Angola perdurou até aos anos sessenta do século XX (parte II)

Os representantes de Caluquembe exigiram ser recebidos pelo Governador Provincial, mas este considerou um enorme atrevimento e por isso negou-se em escuta-los.


Claro que o grupo não se deu por vencido e em contra-resposta ameaçaram ir a Luanda e falar com o Governador Geral de Angola, nesse momento o Governador Provincial recuou e deu ordem para entrar na sua sala.

Inicialmente o Governador estava muito relutante, mas quando soube do sucedido ficou muito irritado principalmente porque houve conivência de alguns chefes de posto.

Felizmente, por causa da atitude e união dos habitantes de Caluquembe os caçadores de homens nunca mais rondaram este povoado.

Importa esclarecer que este tipo de escravatura dava-se o nome pomposo de CONTRATADOS.

Nunca se deve branquear a história porque esse é o primeiro passo para no futuro se repetir os erros do passado.


Saliento que não se deve esconder a história, porque esta serve para compreender o presente e projectar o futuro, por outro lado, se nós angolanos, já conseguimos falar destes temas significa que já os ultrapassamos e por isso não há mais ressentimentos.

Só com a reconciliação com passado é possível abraçar o futuro.

Escravatura em Angola perdurou até aos anos sessenta do século XX

Escravatura em Angola perdurou até aos anos sessenta do século XX


Pode parecer inacreditável que ainda há pouco mais de cinquenta anos em Angola era ainda praticado a escravatura.

Uma esmagadora parte dos colonos viviam nas grandes cidades e por isso ainda hoje falam de uma Angola portuguesa (justa, igualitária, etc.) que nunca existiu!

Muitos destes colonos ainda hoje desconhecem os muitos «atropelos» que se faziam às pessoas e por isso contam a estória de Angola e não a história de Angola.

A estória dos colonos é a sua vivencia, sobretudo citadina e aí de facto a Angola portuguesa era multirracial e tolerante.

Por esse facto, por exemplo estes colonos pensam que por toda Angola portuguesa os negros tinham as mesmas condições de educação. Mas a realidade era outra, e é aí que entra a história de Angola - foram as missões católicas e protestantes que asseguraram em grande parte a educação dos negros( excepto nas cidades) e não o estado português.

Mas voltemos ao tema de hoje, à história da escravatura de Angola em pleno século XX.

Evidentemente que há cinquenta anos era um tipo de escravatura moderna e por isso os seus métodos eram mais sofisticados. Vou contar um episódio entre muitos que ocorriam no interior da Angola portuguesa.

Em 1960 na minha terra Caluquembe pela madrugada dezenas de negros foram bater à porta do mais velho em total desespero, estavam atormentados! As mulheres choravam dizendo, “querem levar os nossos maridos e os nossos filhos”. O meu avô ficou indignado com o que estava a suceder. No dia seguinte, o mais velho juntou um conjunto de pessoas e rumaram a Sá da Bandeira, actual Lubango, para denunciar aquela aberração (continua).

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os Falsos Angolanos!

Falsos Angolanos


Ser angolano não é nascer necessariamente em Angola, ser angolano é amar Angola com as suas virtudes, mas também com os seus defeitos.

Conheço muitos negros, mulatos e brancos nascidos em Angola e que por isso se consideram angolanos, que só falam maravilhas da Angola portuguesa e só falam mal da Angola de hoje a independente, a verdadeira, a genuína. Estes não são angolanos, mas portugueses nascidos em Angola.

Conheço negros, brancos e mulatos, alguns apenas viveram em Angola, outros nasceram lá mas não vivem lá. Estes falam da Angola Portuguesa com o realismo histórico, mas falam sobretudo da Angola de hoje com entusiasmo e esperança, próprio de quem ama de forma incondicional a sua terra de coração. Esses são os Angolanos, nascidos e não nascidos em Angola.

Como distinguimos uns dos outros?

É fácil, basta estarmos atentos ao discurso. Por exemplo:

Enaltecer os grandes feitos dos portugueses militares que estiveram em Angola ou dizer que não havia racismo e a prova era os filhos de muitos brancos com negras ou dizer que agora é que há exploração dos negros, ou dizer que agora é que os negros vivem mal ou dizer que no tempo deles os negros viviam melhor ou dizer que os negros tinham exactamente as mesmas oportunidades que os brancos ou ainda considerar a escravatura portuguesa como boa e menos má comparada com a de outros países. Este tipo de discurso é próprio dos portugueses nascidos em Angola

Estes portugueses não aceitam que não há escravatura boa ou menos má porque escravatura é escravatura, ponto. Também não aceitam que foram os portugueses que inventaram a escravatura transatlântica, e essa nódoa, ninguém tira aos portugueses. Por norma ignoram que a escravatura perdurou ao longo do século XX mas, com outro nome – contratados. Ignoram também que hoje os negros nas escolas públicas são maioria e no tempo colonial eram minoria. Também lhes custa aceitar o actual desenvolvimento de Angola, porque tal facto deita por terra um velho pensamento racista – sem os brancos Angola está condenada ao fracasso e à miséria.

Não é difícil identificar os falsos angolanos!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Devido à ignorância de muitos colonos

Devido à ignorância de muitos colonos, estes faziam uma distinção entre os povos do sul de Angola com os do norte. Não interessa para o caso, especificar as diferenças que muitos colonos apresentavam, porque o importante é informar correctamente e desmistificar estereótipos criados pelos colonos.


Desde já, de norte a sul de Angola dominava esmagadoramente o Povo Banto, este subdivide-se em dezenas de subétnias, que por sua vez também de se subdividem em centenas de pequenos grupos étnicos.

Por outro lado, os povos bantu de Angola se misturaram e casaram entre si, contudo, havia grupos mais fechados e por isso menos propensos a contraírem matrimónio fora do seu grupo étnico.

Por fim, o trafico de escravos e a deslocação (no século XX) forçada dos contratados paras as grandes fazendas fez com que a mistura entre os muitos grupos étnicos fosse inevitável

Por isso, há muito que não é possível um indivíduo de Angola (com excepções pontuais) dizer que é deste ou daquele grupo étnico ele é simplesmente – angolano.

No entanto foram essencialmente três grupos étnicos que no passado se destacaram e influenciaram Angola: ovimbundo, quioco e jaga.

Por exemplo o século XIX foi a idade de ouro do monopólio comercial ovimbundo, desde Benguela ao Alto-Zambeze. A cera o marfim, a giesta, os escravos e a borracha era os grandes negócios deste grupo étnico. Nesse período via-se caravanas de comerciantes ovimbundos que iam de Benguela e Catumbela até ao planalto e por isso tornaram-se mais competitivos comercialmente em relação a outros grupos étnicos e também em relação aos sertanejos portugueses.

Democracia Popular no Reino Ovimbundo

Democracia Popular no Reino Ovimbundo


Os reis ovimbundo eram considerados divinos, contudo havia um considerável exercício de democracia popular. Por exemplo os conselheiros do rei, normalmente anciãos respeitados, não só escolhiam o sucessor, como também influenciavam toda a estrutura social do reino, nomeadamente no sucessor de um rei falecido.

Esta estrutura organizacional dos ovimbundos só foi «desmantelada» em finais do século XIX, com a consolidação da ocupação do território angolano por parte de Portugal. Assim, os Reis Ovimbundo passaram a ter apenas um «peso» simbólico. Havia cerca de 22 reinos ovimbundos.

Os ovimbundos entraram numa nova era no inicio do século XX, já que, os vários reis passaram a ser directa ou indirectamente designados pelas autoridades portuguesas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

ETNIA CHICORONHO

Lá de longe, vieram as minhas origens


Terra apelidada de pérola do oceano

Com bravura e coragem embarcaram

Em direcção ao desconhecido

Que sobretudo era temido

Pelas mitológicas histórias

Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram

Num Outubro, chuvoso de dor

Dor de quem partia

Desespero de quem ficava

Por uma separação que amargava

Com lágrimas de sangue

O Índia desapareceu

No horizonte do oceano atlântico

Para os que partiram

A pérola do atlântico desaparecia

Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa

Situada do outro lado do hemisfério

Hemisfério sul, onde tudo era mistério.

Novembro foi o mês

Que a nova terra os conheceu

Moçamedes, assim se chamava desde 1849

Não seria aí que o grupo ficaria

Homens, mulheres e crianças

Partiram a pé pela savana dentro

Ajudados por carros bóeres

E nada mais

Escalaram ao sol

Com a dor da saudade dos entes queridos

Que ficaram para trás sofridos

Na véspera de natal chegaram ao seu destino

Em condições de facilmente perder o tino

Porque suas moradas mais não eram que barracões

Que lhes fez doer os corações

A promessa foi uma

A realidade foi outra

Não desanimaram

Porque àquela terra amaram

Em poucos anos

Chegaram mais conterrâneos

Juntos tomaram aquela terra como sua

Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas

Mal amados pelo omuputu

Estimados pelos muilas

O Omuputu tratava-o por colono

Por não terem direito ao seu nome

O muila apelidou de chicolonio

De tribo branca também foram chamados no Puto

Venceram os desafios

Porque na Huíla não estavam sozinhos

Os muilas foram seus amigos

E com eles surgiu a nova etnia

A mais recente de África - CHICORONHO

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quilengues está em festa.

O município de Quilengues dista cerca de 142 quilómetros a norte da cidade de Lubango e completa 140 anos desde a sua fundação, a 1 de Julho de 1870.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ao longo do século XVI, inúmeras vagas de povos irromperam por Angola.

Ao longo do século XVI, inúmeras vagas de povos irromperam por Angola.


O Reino do Cassanje, composto pelos imbangala tiveram origem no Catanga, assaltaram o Ndongo após 1540 e alcançaram Luanda antes de 1576. Por volta do ano 1700 os Imbangala estabeleceram-se no vale do Cuango, onde se tornaram intermediários tenazes no comércio entre Lunda e os Portugueses na costa angolana.

O Reino de Cassanje conseguiu impor-se à penetração e domínio português até 1911-13, ano que foram subjugados militarmente pelos portugueses.

Da zona do Catanga vieram os povos jaga, que invadiram Angola na década de 1560. Estes eram nómadas, canibais e cruéis, os povos Jaga atacaram o Reino do Congo e do Ndongo e infiltraram-se em várias secções de Angola Central e Oriental.

Segundo Pélissier & Vheeler certos costumes jaga subsistem entre os ovimbundo e certos povos do planalto.

O já mencionados povos da Lunda foram atacados por volta de 1880 pelo povo rival – Quioco – que eram organizados e agressivos. Por volta de 1900 tinham destruído o reino da Lunda.

Os quiocos era uma sociedade largamente matriarcal.

A través da guerra, do comércio, do casamento e de alianças, os quioco implementaram a sua cultura em diversos povos do nordeste e do leste de Angola.

No entanto, os comerciantes mais bem sucedidos do interior de Angola foram os povos ovimbundo. Estes povos ovimbundo deslocaram-se para Angola em grandes vagas entre 1500 e 1700. A unificação dos povos ovimbundo só ocorreu por volta do século XVII, na qual se constituíram cerca de 22 reinos.

Entre os anos 1300 e 1600 devido à diasporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.

O conceituado arqueólogo e antropólogo J. Desmond Clark fez trabalho de campo no nordeste de Angola e não ficou inteiramente convencido que os Mucancalas tivessem sido os primeiros habitantes de Angola.


Contudo o mesmo não se pode dizer quem visitar o sudoeste de Angola. As cavernas existentes na Província do Namibe encontram-se pinturas dos Mucancalas.

O certo é que a etnia Bantu partindo de áreas nucleares do leste da Nigéria e , mais tarde da África Central migraram para sul por volta de 1200 anos d.C.

Entre os anos 1300 e 1600 devido á disporá dos Bantu estes invadiram e influenciaram para sempre Angola.

O Reino do Congo localizado a sul do rio com o mesmo nome, com a sua capital em Mbanza-Congo, talvez tenha sido na actual Angola o primeiro a definir a sua civilização e a alcançar uma unidade de grupo hierarquizada. ´

Os domínios dos reis do Congo foram divididos em seis províncias.

Uma descrição do século XVI (Pélissier &Vheeler) dizia que:

O Mani Congo vivia num palácio sumptuoso com inúmeros servos e escravos e que gostava de musica tocada por tamborileiros e homens com trompetes de marfim. O poder o Rei do Congo assentava na posse de escravos, de um exercito, de panos tecidos e conchas nzimbu. O Reino do Congo chegou a controlar cerca de um oitavo do actual território de Angola.

sábado, 5 de junho de 2010

Povos de Angola

O território de Angola sofreu várias invasões.

Os povos actuais (etnias de origem banto e europeia) que vivem em Angola não são originários deste território.

Boa parte de Angola era ocupada pelas etnias pré-bantus e etnias não-bantus como é o caso dos Koi-Koi e dos San.

Entre os anos 1300 e 1400, Angola foi invadida pela etnia bantu. Os povos bantu, habitam actualmente um terço do continente africano e desde sempre demonstraram um forte capacidade de expansão demográfica.

Cerca de 180 anos depois Angola tem novos invasores – portugueses – em 1482 com a chegada de Diogo Cão.

Diogo Cão descobriu para os europeus o rio Congo e entrou em contacto com Reino do Congo.

Este descobridor português regressou a Portugal em 1484 e levou consigo quatro pessoas do grupo étnico bancongo a quem desejava ensinar a língua Portuguesa.

Portugal era muito idêntico ao Reino do Congo, já que, era um Estado muito recente, tinha cerca 300 anos. O Reino do Congo teria talvez metade da idade de Portugal.

O Reino do Congo foi fundado no século XIV. Os Reis do Congo Tornaram-se reis absolutos e seus domínios acabaram por ser divididos em seis províncias. O poder o Rei baseava-se essencialmente na posse de escravos, de um exercito, de panos de tecido pelos bancongo e em conchas de nzimbu encontradas ao longo das margens da ilha de Luanda e noutros locais

terça-feira, 1 de junho de 2010

31 de Maio de 1923, Lubango é cidade

Foi no dia 31 de Maio de 1923, que Norton de Matos elevou Lubango a Cidade.


Norton de Matos, foi dos poucos militares portugueses que reconhecia e defendia uma maior autonomia de Angola.

Assim, Lubango comemora este ano 87 anos de elevação a cidade.