O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mbondo - Nascimento de Baia Farta

No passado dia 13 de Dezembro, Baia Farta fez quarenta e cinco anos que foi elevada a Concelho. Até 1965, Baia Farta era posto administrativo de Benguela.


Baia Farta está a cerca de 25 quilómetros de Benguela e segundo a história a dinamização desta localidade foi iniciada com a chegada de dois irmãos portugueses, decorria o ano 1910.

Quando os irmãos portugueses chegaram perguntaram ao povo local como se chamava aquela terra, eles responderam Mbondo.

Os irmãos como não conheciam aquela palavra, perguntaram o que significava Mbondo.

Os locais responderam que Mbondo significava «abundância de peixe à beira mar».

Os portugueses disseram: Então isto é uma baia farta!

Assim nasceu a localidade com novo nome – Baia Farta.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

RUMO - Alda Lara, poetisa angolana

É tempo, companheiro!
Caminhemos...
Longe, a terra chama por nós,
e ningém resiste à voz
Da terra...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma terra nos gerou!
Vamos, companheiro...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras...
E o meu suor,
se junte ao teu suor,
quando rasgamos os trilhos
de um mundo melhor!
Vamos!
que outro oceano nos inflama...
Ouves?
É a terra que nos chama...
É tempo companheiro!
Caminhemos...
                                         Alda Lara, poetisa angolana

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Expressões Umbundo

Gostava de partilhar algumas expressões usadas na Língua Umbundo, como:
Ovela utwe - dói-lhe a cabeça
Okuchita - dar à luz
Okumina - estar grávida
Okukava - estar cansado
Ombya yateka - a panela partiu-se
Onjala ivala - a fome dói
Kasi l´onjala - ter fome

terça-feira, 30 de novembro de 2010

De Cabinda ao Namibe do Professor Adriano Rodrigues

Venho por este meio divulgar o excelente livro do Professor Adriano Rodrigues, que trata assuntos de grande interesse para todos nós angolanos. Eu destaco o seguinte:
Adriano Vasco Rodrigues exerceu o cargo desde 1965, em Angola, de Inspector-adjunto provincial do ensino. Trabalhou também no instituto de investigação cientifica em Angola. No seu brilhante livro De Cabinda ao Namibe, memórias de Angola, publicado pela editora Palimage, na pág. 297 dizia em relação a Angola: "o sistema escolar continuou a impedir a maior parte dos jovens africanos de prosseguirem nos estudos secundários. Esses jovens marginais vieram a constituir os pioneiros, que integraram o exercito do MPLA...". Ele ainda defendeu que a língua portuguesa devia ser leccionada desde o jardim-de-infancia porque "isto evitaria o desastre". Defendeu, nesse sentido, um ensino intensivo da língua portuguesa para os negros angolanos. Mas "os superiores hierárquicos reagiram mal. O secretario provincial ficou mesmo furioso."
Assim se faz a história de Angola!!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ih! Iya!

Vou continuar a falar das interjeições e hoje há uma outra palavra.


Tantas vezes utilizamos o termo «ih» no discurso. Os mais novos, sobretudo a minha geração não sabe que é um termo da Língua Umbundu, mais concretamente é uma interjeição.

As interjeições exprimem por palavras invariável, os sentimentos repentinos da alma.

Nesse sentido a palavra «ih» é admiração.

Uma outra palavra que por vezes uso é «iya!», que significa, sim e/ou aprovação

Aka!

Tantas vezes utilizamos o termo «aka» no discurso. Os mais novos, sobretudo a minha geração não sabe que é um termo da Língua Umbundu, mais concretamente é uma interjeição.


As interjeições exprimem por palavras invariáveis, os sentimentos repentinos da alma.

Nesse sentido a palavra «aka» pode significar admiração e/ou desconformidade.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Obra Católica na Huíla

A obra católica em Angola através das congregações dos Capuchinhos e Espírito Santo são de um valor inestimável para todos nós angolanos, reconhecido pelo Presidente de Angola José Eduardo dos Santos, aquando da visita do Papa Bento XVI ao país.


A actual paz que se vive no país, resulta em muito de uma doutrina católica que ao longo de séculos influenciou e moldou a nossa angolanidade.

Uma das maiores riquezas de Angola são as múltiplas etnias que a constituem, mas essa riqueza toma maior dimensão com a sã relação entre elas. Se no passado recente como no presente não assistimos a conflitos étnicos em Angola como tem acontecido em muitos países africanos, deve-se em grande medida à educação das Missões Espírito Santo, sem esquecer as missões protestantes que chegaram a Angola, São Salvador do Congo em 1878 com a Sociedade Missionária Baptista Inglesa.

Hoje podemos estudar a Língua Nhaneca, graças ao incansável trabalho em finais do século XIX, inicio do século XX dos Missionários Espírito Santo, com destaque para:

Padre Dekindt

Padre Villain

Padre Bonnefoux

Padre Afonso Maria Lang

O padre Bonnefoux escreveu um dicionário Olunyaneka – Português (1941) – edição póstuma - e ainda Breve Método da Língua Nyaneka.

O padre Villain escreveu à mão um vocabulário português-nhaneca bastante desenvolvido.

O padre Lang escreveu uma gramática da língua nhaneca, impressa em Portugal em 1906 – Ensaios de Gramática Nyaneca, «por Afonso Maria Lang, Missionário do Espirito Santo».