Hoje não falarei de Angola, mas falarei de um líder que gostava de ter tido em Angola!
Há uns meses elogiei Nelson Mandela, hoje depois de muita analise de um livro e de um documentário com imagens reias elogio Martin Luther King – um eleito de Deus.
Luther King no dia 3 de Abril de 1968 tinha uma reunião à noite, na cidade de Memphis onde o esperavam mais de 11 mil pessoas. Mas, ele nesse dia estava com febre, assim seu amigo e companheiro de luta, Andrew Young, disse para ele ficar a descansar. Martin Luther King ficou sozinho. É no momento da sua solidão que ele recebe a visita de um anjo que diz que ele está entre os escolhidos de Deus, e para transmitir às pessoas essa mensagem. Depois da visita do anjo, Martin Luther King recebe um telefonema de seu amigo a dizer «tens de vir, estão aqui mais de 10 mil pessoas que te esperam escutar. Luther King foi, mesmo cheio de febre e falou para a multidão (agora tomem muita atenção a cada palavra dele):
“Como qualquer pessoa gostaria de ter uma vida longa.
A longevidade é uma ideia agradável. Mas isso agora não me preocupa. Só quero cumprir a vontade de Deus.
Ele permitiu-me subir à montanha, olhei para lá da montanha e vi a terra prometida.
Posso não chegar lá convosco, mas quero que saibam, hoje, que nós, como povo, chegaremos à terra prometida! Por isso, esta noite estou feliz. Não há nada que me preocupe. Não temo homem nenhum. Os meus olhos viram a glória da chegada do senhor”.
Umas horas depois deste discurso Martin Luther King morre assassinado com um único tiro na varanda de um hotel.
Agora volte a ler o discurso de Martin e veja o que eu vi.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ainda tem sentido falar de Etnias?
Quando escrevi o poema «Etnia Chicoronho», estava profundamente nostálgico. Este é um poema em homenagem à etnia esquecida pelos estudiosos em antropologia, oriunda do Sudoeste de Angola. Quando vi o blog da Pilico, fiquei muito feliz porque o poema ganhou outra dimensão.
Contudo, importa esclarecer que a definição do termo etnia é a única cientificamente correcta para categorizar grupo de pessoas. Nunca confundir Etnia com o termo «raça»
Ou seja, no sensos latos ainda se houve muito o termo «raça». O termo "raça caucasiana" foi criado pelo filósofo Christoph Meiners no século XVIII, mas só se popularizou no século XIX. Desde o século XVIII, termo raça passou a ser usado como instrumento politico e é sobretudo associado a discursos rácicos. Infelizmente devido à ignorância de muitas pessoas, inclusive de professores universitários, o termo «raça» é ainda muito utilizado.
O termo «raça» para além de ser ignóbil é estúpido porque, na classificação dos seres vivos, nomeadamente na dos seres humanos só se pode classificar de espécie Homo sapiens – na qual, não há ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. No "Código Internacional de Nomenclatura Zoológica" (4ª edição, 2000) .
Todos os membros da espécie são semelhantes, então a espécie não pode ser dividida em subcategorias com significado biológico.
Por tudo isto que acabei de explicar, surgiu o termo ETNIA.
O conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos. A etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) pode provocar mudanças numa determinada etnia. Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo.
Contudo, ponho actualmente a hipótese do termo etnia ser eliminado porque no mundo globalizado é cada vez mais dificil termos etnias no seu verdadeiro sentido do termo.
Por outro lado, o termo etnia não sendo grave como o termo «raça», não deixa também de ser um terno em certa medida politico. Quando no século XIX os europeus se aproximaram das sociedades africanas começaram a usar o termo “Tribo” no sentido claramente pejorativo. “O que é curioso, é que quando os europeus se referem a si próprios nunca usam o termo “etnia”, eles se designam de “Povos”, mas aos africanos dizem “etnia ou tribo”. Da mesma forma que os Bascos e os Catalães, na Espanha, são povos o mesmo deve ser atribuído aos Nganguelas Bailundos, entre outros. Por isso coloco a hipótese da mudança de nomes para designar os povos africanos.
Contudo, importa esclarecer que a definição do termo etnia é a única cientificamente correcta para categorizar grupo de pessoas. Nunca confundir Etnia com o termo «raça»
Ou seja, no sensos latos ainda se houve muito o termo «raça». O termo "raça caucasiana" foi criado pelo filósofo Christoph Meiners no século XVIII, mas só se popularizou no século XIX. Desde o século XVIII, termo raça passou a ser usado como instrumento politico e é sobretudo associado a discursos rácicos. Infelizmente devido à ignorância de muitas pessoas, inclusive de professores universitários, o termo «raça» é ainda muito utilizado.
O termo «raça» para além de ser ignóbil é estúpido porque, na classificação dos seres vivos, nomeadamente na dos seres humanos só se pode classificar de espécie Homo sapiens – na qual, não há ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. No "Código Internacional de Nomenclatura Zoológica" (4ª edição, 2000) .
Todos os membros da espécie são semelhantes, então a espécie não pode ser dividida em subcategorias com significado biológico.
Por tudo isto que acabei de explicar, surgiu o termo ETNIA.
O conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos. A etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) pode provocar mudanças numa determinada etnia. Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo.
Contudo, ponho actualmente a hipótese do termo etnia ser eliminado porque no mundo globalizado é cada vez mais dificil termos etnias no seu verdadeiro sentido do termo.
Por outro lado, o termo etnia não sendo grave como o termo «raça», não deixa também de ser um terno em certa medida politico. Quando no século XIX os europeus se aproximaram das sociedades africanas começaram a usar o termo “Tribo” no sentido claramente pejorativo. “O que é curioso, é que quando os europeus se referem a si próprios nunca usam o termo “etnia”, eles se designam de “Povos”, mas aos africanos dizem “etnia ou tribo”. Da mesma forma que os Bascos e os Catalães, na Espanha, são povos o mesmo deve ser atribuído aos Nganguelas Bailundos, entre outros. Por isso coloco a hipótese da mudança de nomes para designar os povos africanos.
CHICORONHO no YOUTUBE e Blog!!!!
Com o contributo da grande familia Angolana, nomeadamente a grande familia Chicoronho, paulatinamente vai sendo divulgado a etnia esquecida pelos antropologos, oriunda do sudoeste de Angola.
Por isso não deixem de ver o seguinte blog:
http://sandularte.blogspot.com/search/label/Etnia%20Chicoronho
Um blog brilhantemente construido pela chicoronho Pilico, conhecida pelos portugueses por Ana Paula.
Por isso não deixem de ver o seguinte blog:
http://sandularte.blogspot.com/search/label/Etnia%20Chicoronho
Um blog brilhantemente construido pela chicoronho Pilico, conhecida pelos portugueses por Ana Paula.
Etnia CHICORONHO, contributo para a Cultura de Angola
No dia 8 de Janeiro, comemora-se o dia Nacional da Cultura Angolana, nesse sentido volto a publicar um poema meu dedicado à mais recente etnia nascida em Angola:
Etnia Chicoronho
Lá de longe, vieram as minhas origens
Terra apelidada de pérola do oceano
Com bravura e coragem embarcaram
Em direcção ao desconhecido
Que sobretudo era temido
Pelas mitológicas histórias
Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram
Num Outubro, chuvoso de dor
Dor de quem partia
Desespero de quem ficava
Por uma separação que amargava
Com lágrimas de sangue
O Índia desapareceu
No horizonte do oceano atlântico
Para os que partiram
A pérola do atlântico desaparecia
Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa
Situada do outro lado do hemisfério
Hemisfério sul, onde tudo era mistério.
Novembro foi o mês
Que a nova terra os conheceu
Moçamedes, assim se chamava desde 1849
Não seria aí que o grupo ficaria
Homens, mulheres e crianças
Partiram a pé pela savana dentro
Ajudados por carros bóeres
E nada mais
Escalaram ao sol
Com a dor da saudade dos entes queridos
Que ficaram para trás sofridos
Na véspera de natal chegaram ao seu destino
Em condições de facilmente perder o tino
Porque suas moradas mais não eram que barracões
Que lhes fez doer os corações
A promessa foi uma
A realidade foi outra
Não desanimaram
Porque àquela terra amaram
Em poucos anos
Chegaram mais conterrâneos
Juntos tomaram aquela terra como sua
Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas
Mal amados pelo omuputu
Estimados pelos muilas
O Omuputu tratava-o por colono
Por não terem direito ao seu nome
O muila apelidou de chicolonio
De tribo branca também foram chamados no Puto
Venceram os desafios
Porque na Huíla não estavam sozinhos
Os muilas foram seus amigos
E com eles surgiu a nova etnia
A mais recente de África - CHICORONHO
Jorge Kalukembe
Etnia Chicoronho
Lá de longe, vieram as minhas origens
Terra apelidada de pérola do oceano
Com bravura e coragem embarcaram
Em direcção ao desconhecido
Que sobretudo era temido
Pelas mitológicas histórias
Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram
Num Outubro, chuvoso de dor
Dor de quem partia
Desespero de quem ficava
Por uma separação que amargava
Com lágrimas de sangue
O Índia desapareceu
No horizonte do oceano atlântico
Para os que partiram
A pérola do atlântico desaparecia
Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa
Situada do outro lado do hemisfério
Hemisfério sul, onde tudo era mistério.
Novembro foi o mês
Que a nova terra os conheceu
Moçamedes, assim se chamava desde 1849
Não seria aí que o grupo ficaria
Homens, mulheres e crianças
Partiram a pé pela savana dentro
Ajudados por carros bóeres
E nada mais
Escalaram ao sol
Com a dor da saudade dos entes queridos
Que ficaram para trás sofridos
Na véspera de natal chegaram ao seu destino
Em condições de facilmente perder o tino
Porque suas moradas mais não eram que barracões
Que lhes fez doer os corações
A promessa foi uma
A realidade foi outra
Não desanimaram
Porque àquela terra amaram
Em poucos anos
Chegaram mais conterrâneos
Juntos tomaram aquela terra como sua
Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas
Mal amados pelo omuputu
Estimados pelos muilas
O Omuputu tratava-o por colono
Por não terem direito ao seu nome
O muila apelidou de chicolonio
De tribo branca também foram chamados no Puto
Venceram os desafios
Porque na Huíla não estavam sozinhos
Os muilas foram seus amigos
E com eles surgiu a nova etnia
A mais recente de África - CHICORONHO
Jorge Kalukembe
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Mbondo - Nascimento de Baia Farta
No passado dia 13 de Dezembro, Baia Farta fez quarenta e cinco anos que foi elevada a Concelho. Até 1965, Baia Farta era posto administrativo de Benguela.
Baia Farta está a cerca de 25 quilómetros de Benguela e segundo a história a dinamização desta localidade foi iniciada com a chegada de dois irmãos portugueses, decorria o ano 1910.
Quando os irmãos portugueses chegaram perguntaram ao povo local como se chamava aquela terra, eles responderam Mbondo.
Os irmãos como não conheciam aquela palavra, perguntaram o que significava Mbondo.
Os locais responderam que Mbondo significava «abundância de peixe à beira mar».
Os portugueses disseram: Então isto é uma baia farta!
Assim nasceu a localidade com novo nome – Baia Farta.
Baia Farta está a cerca de 25 quilómetros de Benguela e segundo a história a dinamização desta localidade foi iniciada com a chegada de dois irmãos portugueses, decorria o ano 1910.
Quando os irmãos portugueses chegaram perguntaram ao povo local como se chamava aquela terra, eles responderam Mbondo.
Os irmãos como não conheciam aquela palavra, perguntaram o que significava Mbondo.
Os locais responderam que Mbondo significava «abundância de peixe à beira mar».
Os portugueses disseram: Então isto é uma baia farta!
Assim nasceu a localidade com novo nome – Baia Farta.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
RUMO - Alda Lara, poetisa angolana
É tempo, companheiro!
Caminhemos...
Longe, a terra chama por nós,
e ningém resiste à voz
Da terra...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma terra nos gerou!
Vamos, companheiro...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras...
E o meu suor,
se junte ao teu suor,
quando rasgamos os trilhos
de um mundo melhor!
Vamos!
que outro oceano nos inflama...
Ouves?
É a terra que nos chama...
É tempo companheiro!
Caminhemos...
Alda Lara, poetisa angolana
Caminhemos...
Longe, a terra chama por nós,
e ningém resiste à voz
Da terra...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma terra nos gerou!
Vamos, companheiro...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras...
E o meu suor,
se junte ao teu suor,
quando rasgamos os trilhos
de um mundo melhor!
Vamos!
que outro oceano nos inflama...
Ouves?
É a terra que nos chama...
É tempo companheiro!
Caminhemos...
Alda Lara, poetisa angolana
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Expressões Umbundo
Gostava de partilhar algumas expressões usadas na Língua Umbundo, como:
Ovela utwe - dói-lhe a cabeça
Okuchita - dar à luz
Okumina - estar grávida
Okukava - estar cansado
Ombya yateka - a panela partiu-se
Onjala ivala - a fome dói
Kasi l´onjala - ter fome
Ovela utwe - dói-lhe a cabeça
Okuchita - dar à luz
Okumina - estar grávida
Okukava - estar cansado
Ombya yateka - a panela partiu-se
Onjala ivala - a fome dói
Kasi l´onjala - ter fome
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