O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

segunda-feira, 4 de abril de 2011

4 DE ABRIL DE 2011

O dia 4 de Abril de 2002 ficará no coração de todos os angolanos e de todos aqueles que amam a minha Patria a nossa Pátria.  SEMPRE A SUBIR, NINGUÉM MAIS NOS PODE PARAR!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Noticias de Kalukembe

A administração municipal de Kalukembe está a levar a cabo, desde Janeiro último, acções de loteamento de 1.430 hectares das reservas fundiárias do Estado para a construção de novos projectos habitacionais.


De acordo com o administrador Alexandre Chitacumbi, os trabalhos dos técnicos permitiram a urbanização de mais de 500 lotes, cada um com 1.000 metros quadrados. Este projecto, dizia, visa a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

O responsável local explicou que as áreas loteadas são destinadas à construção de casas de média e baixa renda, inseridas no Programa Habitacional do Executivo e, por meio do processo de auto-construção dirigida, infra-estruturais sociais.

Alexandre Chitacumbi disse que as novas zonas urbanizadas vão servir, também, para realojar os munícipes que construíram casebres ao longo das bermas de estradas, ruas, linhas de escoamento de águas residuais e outros locais considerados de risco.

A administração municipal está ainda empenhada na construção de escolas e salas de aulas, posto de saúde, furos de águas, latrinas públicas, recuperação de pontes destruídas durante o conflito armado, respectivamente nas comunas de Calepi N´gola e Cussesse.

Segundo o responsável, as autoridades administrativas têm um vasto programa, que contempla ainda a instalação de um grupo gerador de 800 KVA, de ampliação da rede de distribuição, visando melhorar o abastecimento de energia eléctrica à população.

O município ganhou igualmente oito casas do tipo T3, que estão a acomodar os quadros da administração, rematou o administrador.

Terrenos para Jovens na Provincia da Huíla

Vários terrenos com mil metros quadrados de área estão a ser distribuídos aos jovens da cidade do Lubango, província da Huíla, para neles erguerem as suas casas, no âmbito do projecto de autoconstrução dirigida do Programa de Fomento Habitacional.


O processo, iniciado no ano passado, já contemplou 300 jovens filiados em distintas organizações desportivas, culturais, estudantis, religiosas, entre outros organismos.

O director provincial da Juventude e Desportos na Huíla, Francisco Barros, que prestou ontem a informação, considerou já haver alguma visibilidade do empenho dos jovens nas novas urbanizações, onde várias casas estão a ser construídas.

Francisco Barros disse que a distribuição de terrenos foi a primeira fase. A seguir a este passo, será a vez da concessão de créditos bancários, sendo para isso necessário que o solicitante apresente, entre outros documentos, o título de propriedade da parcela de terra.

Nesta altura, estão em curso negociações avançadas com as instituições bancárias, no sentido de ajudar o governo local a resolver o problema habitacional que a juventude enfrenta, salientou o responsável.

Além da cidade do Lubango, a distribuição de lotes de terreno à juventude prossegue igualmente nos municípios da Humpata, Quipungo, Matala, Caluquembe, Gambos e Cacula. Francisco Barro anunciou, para este ano, a construção de mais bairros sociais da juventude em quase todos os municípios da Huíla, de forma a corresponder às expectativas dos jovens.

No entanto, como estes não são suficientes, o governo provincial considerou que os projectos de autoconstrução dirigida podem resolver o problema.

terça-feira, 15 de março de 2011

15 de Março de 1961

“Ouvistes que foi dito dos antigos:


Não matarás!”(Êx.20,13)

“Amai os vossos inimigos, e rezai por aqueles que vos perseguem”. (Mateus:6, 16)

“Pode matar-se alguém que odeia, mas não se pode matar o ódio mas é do ódio que estamos a tentar livrar-nos.” (Martin Luther King)

“Ou aprendemos a viver juntos como irmãos e irmãs ou perecemos juntos como loucos” (Martin Luther King)

Eis até onde tem de chegar o amor cristão. Jesus não pode admitir que excluamos alguém do nosso amor. É, certamente, um dos preceitos mais difíceis de cumprir; mas, por isso mesmo, um daqueles que mais nos enobrece e mais nos aproxima de Jesus Cristo.

Transcrevo também algumas ideias do grande Luther King, porque na época dele (até aos anos 60 do século XX) os negros nos EUA viviam esmagadoramente na miséria e eram proibidos de frequentar as mesmas escolas dos brancos, beber onde os brancos bebiam etc.., no entanto, ele preconizou a mudança nos EUA, sem apelos à violência.

Muitos neste momento pensam : «o caso de Angola é diferente porque estamos a falar de uma nação que estava colonizada por outras». Contudo a esses respondo que um só homem libertou a sua nação sem nunca ter apelado à violência - Mahatma Gandhi.

Gandhi libertou a Índia, colonizada pelo Reino Unido, tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não-violenta.

A luta pela independência em Angola foi justa mas podia ter tido contornos não violentos, mas admito que líderes como Gandhi ou Luther King foram únicos, por outro lado, cumprir as palavras do Grande JESUS, não é fácil e por isso Ele disse “o caminho é estreito”. Contudo, repudio totalmente os actos do 15 de Março de 1961, uma data negra, diabólica, porque os crimes cometidos nesse dia foram hediondos e não orgulham nenhum angolano!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Onde pairam os cobardes mascarados que apelaram a revolta em Angola no 7 de Março de 2011?

Hoje dia 7 de Março, foi um dia importante para todos aqueles que amam verdadeiramente Angola!


Muitos colonialistas, falsos amigos de Angola e falsos angolanos, esfregavam as mãos na esperança de voltar a ver Angola em sangue e sofrimento. Todos andavam a comentar de que milhares de angolanos se iam juntar para fazer uma revolução em Angola no dia 7 de Março de 2011, com o objectivo de derrubar os actuais governantes.

A convocatória para a dita revolução foi feita pela internet, mas o mais triste nesta história, é que foi uma convocatória realizada de forma anónima, própria de pessoas cobardes e sem carácter. Os cobardes tentaram usar o povo angolano como «carne para canhão».

No passado, muitos inimigos de Angola faziam manobras idênticas e piores que estas, com o objectivo de criar ódios entre os irmãos angolanos, mas esses imbecis de coarctada inteligência, ainda não perceberam que nós nunca mais nos deixaremos iludir nem enganar por gentalha desta!

Compreendo a preocupação dos dirigentes do MPLA, mas não eram necessárias intervenções como a de Bento Bento, porque o valor da paz em Angola é de tal forma grandioso, que não há um único angolano que queira voltar ao passado da guerra.

Aliás, os estrategas políticos do MPLA demonstraram algum desfasamento da realidade, porque era evidente para todos os angolanos que a convocação do 7 de Março iria resultar num engodo monumental! Por isso, a reacção de alguns dirigentes do MPLA foi o único acto que acabou por valorizar a convocação da revolta do 7 de Março, ou seja, foram as multiplicações das acções do MPLA que começaram a preocupar os angolanos e deram dimensão a uma acção que não a tinha.

A acção dos teóricos do MPLA foi um dos maiores erros políticos dos últimos anos, deste partido, porque agora, serão muitos aqueles que dirão que não houve uma grande manifestação no dia 7 de Março, porque as pessoas foram ameaçadas, amedrontadas com os discursos, blá, blá, blá!

Os estrategas políticos do MPLA prejudicaram mais do que ajudaram o nosso Presidente, o Presidente de todos os angolanos, José Eduardo dos Santos. Ele não necessita de apoio dos seus correligionários, porque ele tem o apoio daqueles que mais precisa – o seu povo, o povo angolano.

O nosso Presidente tem demonstrado que mereceu a vitória em 1992 e merecerá em 2012. Aqueles que o rodeiam deviam ter maior confiança no trabalho que ele tem realizado como grande obreiro desta nova Angola e uma esmagadora maioria dos angolanos reconhece-lhe exactamente isso.

Nós, angolanos, sabemos que ainda há muitas dificuldades, que há miséria e desigualdades e por isso, não precisamos que nos digam quais são os nossos males, porque nós sabemos. Mas todos aqueles que só olham para o negativo da nossa terra, se fossem possuidores de alguma inteligência, saberiam que não se transforma um país devastado por uma guerra civil de quase três décadas, em meia dúzia de anos.

Vejam o exemplo de Portugal que não teve uma única guerra nos últimos cem anos e tem recebido milhões de euros da União Europeia, todos os dias nos últimos 26 anos, no entanto, está falido tecnicamente, onde se têm fechado escolas, centros de saúde, elevadíssima taxa de desemprego, aumento da emigração, reduções de salários, jovens sem esperança no futuro do país, etc…

Porém, todos querem que Angola se transforme de um dia para o outro num país sem falhas e sem problemas. Orgulhosamente, posso dizer que Angola muda todos os dias e muda para melhor. No nosso país não se fecham escolas, constroem-se novas escolas. No nosso país não se fecham centros de saúde, constroem-se novos centros de saúde. No nosso país não aumenta a emigração, aumenta a imigração. No nosso país não há reduções de salários, mas aumentos. No nosso país os jovens têm esperança no seu futuro!

Venham conhecer a nossa terra, a nossa alegria, a nossa prosperidade. Façam o que já 100 mil portugueses fizeram, venham viver em Angola e nunca mais quererão regressar aos vossos países, porque o encanto das belezas naturais da nossa terra e a hospitalidade do nosso povo, farão de vocês, pessoas mais felizes.

VIVA ANGOLA!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MALANDJI CIDADE DE ANGOLA FAZ 79 ANOS

Hoje a cidade de Malandji faz 79 anos.


Mas eu não vou falar da história desta terra maravilhosa, porque outros já o fizeram melhor que eu.

Contudo vou tentar esclarecer as dúvidas que muitos têm no nome, ou seja, uns escrevem – Malange – outros escrevem – Malanje.

No entanto, ambos os nomes estão incorrectos porque estamos perante uma palavra africana, mais concretamente Kimbundu. Vejamos algumas regras fundamentais:

1º - Nas línguas de origem bantu ficou estabelecido internacionalmente que o mesmo som deve grafar-se sempre com a mesma letra (logo o a palavra Malange é erro porque a letra «g» tem sempre valor de «g» nunca toma o valor de «j»).

2º Nas línguas de origem bantu as vogais são sempre medianamente abertas e nunca fechadas, assim a palavra aqui discutida nunca poderá terminar em «e» porque se assim fosse foneticamente ficava «Malanjé».

3º Na Língua Kimbundu (e Umbundu) a letra «j» não existe de forma isolada, ou seja, existe apenas como dígrafo – ndj.

Portanto, antes da letra «j» coloca-se sempre as letras «nd» - ficando «ndj»

Isto significa que esta cidade de Angola devia escrever-se Malandji.

Se queremos preservar as nossas línguas nacionais, devemos respeitar um conjunto de regras que faz delas línguas e não dialectos. Mas se continuarmos a destorcer, banalizar ou desprezar as línguas nacionais, estas dentro de poucos anos mais não serão do que meras recordações dos mais velhos!

Mesmo para os que percebem pouco de filologia (como é o meu caso) e não perceberam a minha explanação, concluo com uma última.

Ma- landji – etimologicamente significa «as pedras», e por isso esta terra recebeu o nome de MALANDJI. Com a dificuldade dos portugueses falarem esta palavra com a fonética correcta, estes transformaram a palavra Malandji de acordo com a sua fonética e ortografia - Malange. Contudo aqueles que quiseram emendar o erro, não o conseguiram porque escrever Malanje está também errado. Isto acontece por desconhecimento da filologia e/ou etimologia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Porquê o 4 de Fevereiro de 1961 em Angola.

Porquê o 4 de Fevereiro de 1961 em Angola


Actualmente é simplesmente impossível esconder os factos que levaram nós angolanos a lutar pela independência de Angola. Existem muitos trabalhos realizados por especialistas em história que perpetuaram a verdadeira história das colonizações europeias.

Ainda existem por aí muitos, que por ignorância e outros premeditadamente que dizem:

“a colonização de Portugal foi diferente, foi melhor que a dos outros…” blá, blá, blá.

NÃO HÁ COLONIALISMOS BONS, TODO O COLONIALISMO É, POR NATUREZA VIOLENTO E ATRASA O DESENVOLVIMENTO. POR OUTRO LADO, COLONIZAÇÃO É SUJEIÇÃO DOS POVOS A UMA SUBJUGAÇÃO, DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO E TUDO ISSO CONSTITUI A NEGAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO HOMEM E COMPROMETE A PAZ ENTRE ELES.

A «gota de água» para luta armada iniciada no 4 de Fevereiro de 1961 foi o massacre na baixa do Cassange no dia 4 de Janeiro do mesmo ano, local com mais de 150 000 habitantes. Chama-se «Baixa do Cassange» porque estamos perante um grande território com cerca de 75 000 quilómetros quadrados localizado numa depressão rodeada por montes e serras com mais de 1000 metros altura. A Baixa do Cassange está a uma altitude média de 650 metros.

Não vou falar do dia que inicia a nossa luta pela independência mas de factos que antecederam esse dia e que muitos desconhecem.

O princípio do fim da presença portuguesa em Angola começa no fatídico dia 4 de Janeiro de 1961. De acordo com o capitão português José Ervedosa, nesse dia a aviação portuguesa destruíra 17 aldeias e matara cerca de 5000 a 10 000 homens, mulheres e crianças com bombas incendiárias napalm. Um autêntico crime contra a humanidade. Este hediondo ataque ocorreu em resposta à revolta dos agricultores da Baixa do Cassange. Na região de Milando - Quivota, os cultivadores vão recusar-se a trabalhar o algodão, a pagar o imposto de capitação e a obedecer às autoridades. A luta alastrou a Cunda e Marimba N´guengo. No dia 7 de Fevereiro, a 4º companhia de Caçadores Especiais saiu para Cunda-ria-Baza e sofre uma emboscada, a primeira de muitas que exercito português sofreu.

A vida dos habitantes na Baixa do Cassange era um autêntico inferno! Os agricultores e suas famílias eram obrigados a cultivar o algodão, em vês de outros produtos que permitissem diversificar a alimentação das familias. No final da campanha os agricultores tinham de vender a sua produção à famosa COTONANG fundada com capitais portugueses (Companhia de Algodão da Angola SARL) e capitais belgas decorria o ano de 1926. O conhecido Rebocho Vaz (viria ser um dos governadores da Angola (1966-1971), na altura era major, comandante da 4ª Companhia de Caçadores Especiais mandou fazer um inquérito à actividade da COTONANG . Numa das partes do relatório dizia que as pessoas na Baixa do Cassange viviam “em condições de absoluta miséria moral e material… existem sanzalas inteiras em que as águas, no tempo das chuvas, passam pelo leito das cubatas onde dormem”.

Outro aspecto importante a destacar no relatório são os capatazes da COTONANG, estes exigiam dinheiro aos cultivadores para “os não denunciar ao chefe ou ao agente de mato, por uma qualquer razão inventada, como seja a falta de limpeza da lavra de algodão ou outra falta relativa ao cultivo”. Por outro lado, os agentes do mato da COTONANG forçavam os agricultores a mudarem a sua residência para sítios onde dessem mais rendimento. Como se percebe a fome era generalizada porque a COTONANG pagava aos agricultores preços muito abaixo do mercado por outro lado, depois de tantos trabalhos na cultura do algodão, os agricultores não tinham tempo para as suas próprias culturas alimentares, o feijão, a batata, o milho, a mandioca. Quando chegava a hora de dar de comer à família nada havia.

Conseguimos imaginar a pressão psicológicas que estas famílias de agricultores viviam diariamente ao longo de uma vida!!

A COTONANG era uma entre muitas empresas de empresários portugueses que se enchiam de dinheiro na metrópole à custa da exploração das colónias e respectivos povos. A indústria portuguesa temia o desenvolvimento e a concorrência das mercadorias das colónias. Por exemplo o ignóbil Salazar mandou publicar em 5 de Setembro de 1944 o Decreto nº33924, que proibia as instalações têxteis em Angola. Em 1958 é publicado um decreto proibindo a pesca no alto mar, quando não fossem utilizados barcos a motor isto colocara os pescadores angolanos com menos recursos financeiros numa situação ainda mais difícil Este são exemplos entre dezenas de outros.

Por obvia compreensão ficou patente que o sofrimento dos povos das colónias portuguesas foi agravado pelo atraso económico da metrópole. Atraso que aumentou á medida que o sórdido Salazar se perpetuava no poder.

Importa salientar que os angolanos tentaram evitar a luta armada, inclusive foi enviado a Salazar, decorria o ano de 1960 uma Declaração do MPLA subscrita por Viriato da Cruz, Mário de Andrade e Lúcio Lara, que propunha o «estabelecimento das liberdades públicas, nomeadamente a de formação legar de partidos políticos e garantias concretas para o exercício efectivo dessas liberdades”.

Mas com o exíguo raciocínio do ditador português os elementos do MPLA não obtiveram resposta.

Não seria de esperar outra coisa, vindo de quem vem!!

A mesma «sorte» teve o embaixador americano Charles Elbrich a 7 de Março de 1961, incumbido de explicar ao ditador de Portugal que os EUA tinham alterado a sua politica em relação a África e por isso os ajudaria a preparar a Independências das suas colónias, com grandes vantagens financeiras, formação dos militares portugueses nos EUA entres outras benesses. Mas Salazar de limitada inteligência não percebia a mudanças do mundo e resistia contra tudo e contra todos.

Como eu disse o 4 de Janeiro foi a GOTA DE ÀGUA de um copo que há muito que estava cheio de uma triste história de colonização como foram todas as outras pelo mundo fora.

Nesse sentido surge o 4 de Fevereiro de 1961.