O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

domingo, 24 de abril de 2011

Direcção da Cultura na Huíla

A Direcção da Cultura na Huíla inventariou, até ao momento, em toda a província, 275 lugares, que pelas suas características, são considerados monumentos e sítios históricos, informou, na segunda-feira, o responsável pelo departamento do património.


Avelino Elias falou do levantamento durante uma palestra subordinada ao tema “conheça, salvaguarde e valorize os monumentos e sítios”, realizada na comuna da Huíla, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da preservação do património cultural da humanidade.

Dos monumentos e sítios inventariados na província, o município do Lubango tem 72, a Chibia, 37, Caconda 33, Humpata 25, Caluquembe 24, Cuvango 21, Quilengues 19, Jamba nove, Cacula sete, Quipungo seis, Chipindo, Gambos e Matala, cada cinco cada.

Avelino Elias referiu a existência de oito monumentos classificados que foram seleccionados pelo seu papel na história e importância da arquitectura civil, religiosa e funerária no património cultura nacional. “Entre estes, temos a Missão da Huíla, os Barracões do Lubango, a Antiga Câmara Municipal, o Palácio do Governo, o Centro da Cultura do Lubango,o Cemitério Bóer, localizado na fazenda Jamba na Humpata e a Estação dos Caminhos de Ferros de Moçamedes”, salientou o responsável.

O processo de levantamento, estudo, protecção e valorização e divulgação do património cultural, disse, continua, com o envolvimento de técnicos da cultura, governo provincial, autoridades tradicionais e activistas. Avelino Elias pediu igualmente à população que se envolva mais na protecção e conservação dos locais e colabore na dignificação, defesa e fruição do património cultural localizado nas zonas de residências.

A actividade foi seguida da inauguração, na sede da comuna, de uma exposição fotográfica sobre os monumentos e sítios.

Fonte: Jornal de Angola Online






segunda-feira, 4 de abril de 2011

4 DE ABRIL DE 2011

O dia 4 de Abril de 2002 ficará no coração de todos os angolanos e de todos aqueles que amam a minha Patria a nossa Pátria.  SEMPRE A SUBIR, NINGUÉM MAIS NOS PODE PARAR!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Noticias de Kalukembe

A administração municipal de Kalukembe está a levar a cabo, desde Janeiro último, acções de loteamento de 1.430 hectares das reservas fundiárias do Estado para a construção de novos projectos habitacionais.


De acordo com o administrador Alexandre Chitacumbi, os trabalhos dos técnicos permitiram a urbanização de mais de 500 lotes, cada um com 1.000 metros quadrados. Este projecto, dizia, visa a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

O responsável local explicou que as áreas loteadas são destinadas à construção de casas de média e baixa renda, inseridas no Programa Habitacional do Executivo e, por meio do processo de auto-construção dirigida, infra-estruturais sociais.

Alexandre Chitacumbi disse que as novas zonas urbanizadas vão servir, também, para realojar os munícipes que construíram casebres ao longo das bermas de estradas, ruas, linhas de escoamento de águas residuais e outros locais considerados de risco.

A administração municipal está ainda empenhada na construção de escolas e salas de aulas, posto de saúde, furos de águas, latrinas públicas, recuperação de pontes destruídas durante o conflito armado, respectivamente nas comunas de Calepi N´gola e Cussesse.

Segundo o responsável, as autoridades administrativas têm um vasto programa, que contempla ainda a instalação de um grupo gerador de 800 KVA, de ampliação da rede de distribuição, visando melhorar o abastecimento de energia eléctrica à população.

O município ganhou igualmente oito casas do tipo T3, que estão a acomodar os quadros da administração, rematou o administrador.

Terrenos para Jovens na Provincia da Huíla

Vários terrenos com mil metros quadrados de área estão a ser distribuídos aos jovens da cidade do Lubango, província da Huíla, para neles erguerem as suas casas, no âmbito do projecto de autoconstrução dirigida do Programa de Fomento Habitacional.


O processo, iniciado no ano passado, já contemplou 300 jovens filiados em distintas organizações desportivas, culturais, estudantis, religiosas, entre outros organismos.

O director provincial da Juventude e Desportos na Huíla, Francisco Barros, que prestou ontem a informação, considerou já haver alguma visibilidade do empenho dos jovens nas novas urbanizações, onde várias casas estão a ser construídas.

Francisco Barros disse que a distribuição de terrenos foi a primeira fase. A seguir a este passo, será a vez da concessão de créditos bancários, sendo para isso necessário que o solicitante apresente, entre outros documentos, o título de propriedade da parcela de terra.

Nesta altura, estão em curso negociações avançadas com as instituições bancárias, no sentido de ajudar o governo local a resolver o problema habitacional que a juventude enfrenta, salientou o responsável.

Além da cidade do Lubango, a distribuição de lotes de terreno à juventude prossegue igualmente nos municípios da Humpata, Quipungo, Matala, Caluquembe, Gambos e Cacula. Francisco Barro anunciou, para este ano, a construção de mais bairros sociais da juventude em quase todos os municípios da Huíla, de forma a corresponder às expectativas dos jovens.

No entanto, como estes não são suficientes, o governo provincial considerou que os projectos de autoconstrução dirigida podem resolver o problema.

terça-feira, 15 de março de 2011

15 de Março de 1961

“Ouvistes que foi dito dos antigos:


Não matarás!”(Êx.20,13)

“Amai os vossos inimigos, e rezai por aqueles que vos perseguem”. (Mateus:6, 16)

“Pode matar-se alguém que odeia, mas não se pode matar o ódio mas é do ódio que estamos a tentar livrar-nos.” (Martin Luther King)

“Ou aprendemos a viver juntos como irmãos e irmãs ou perecemos juntos como loucos” (Martin Luther King)

Eis até onde tem de chegar o amor cristão. Jesus não pode admitir que excluamos alguém do nosso amor. É, certamente, um dos preceitos mais difíceis de cumprir; mas, por isso mesmo, um daqueles que mais nos enobrece e mais nos aproxima de Jesus Cristo.

Transcrevo também algumas ideias do grande Luther King, porque na época dele (até aos anos 60 do século XX) os negros nos EUA viviam esmagadoramente na miséria e eram proibidos de frequentar as mesmas escolas dos brancos, beber onde os brancos bebiam etc.., no entanto, ele preconizou a mudança nos EUA, sem apelos à violência.

Muitos neste momento pensam : «o caso de Angola é diferente porque estamos a falar de uma nação que estava colonizada por outras». Contudo a esses respondo que um só homem libertou a sua nação sem nunca ter apelado à violência - Mahatma Gandhi.

Gandhi libertou a Índia, colonizada pelo Reino Unido, tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não-violenta.

A luta pela independência em Angola foi justa mas podia ter tido contornos não violentos, mas admito que líderes como Gandhi ou Luther King foram únicos, por outro lado, cumprir as palavras do Grande JESUS, não é fácil e por isso Ele disse “o caminho é estreito”. Contudo, repudio totalmente os actos do 15 de Março de 1961, uma data negra, diabólica, porque os crimes cometidos nesse dia foram hediondos e não orgulham nenhum angolano!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Onde pairam os cobardes mascarados que apelaram a revolta em Angola no 7 de Março de 2011?

Hoje dia 7 de Março, foi um dia importante para todos aqueles que amam verdadeiramente Angola!


Muitos colonialistas, falsos amigos de Angola e falsos angolanos, esfregavam as mãos na esperança de voltar a ver Angola em sangue e sofrimento. Todos andavam a comentar de que milhares de angolanos se iam juntar para fazer uma revolução em Angola no dia 7 de Março de 2011, com o objectivo de derrubar os actuais governantes.

A convocatória para a dita revolução foi feita pela internet, mas o mais triste nesta história, é que foi uma convocatória realizada de forma anónima, própria de pessoas cobardes e sem carácter. Os cobardes tentaram usar o povo angolano como «carne para canhão».

No passado, muitos inimigos de Angola faziam manobras idênticas e piores que estas, com o objectivo de criar ódios entre os irmãos angolanos, mas esses imbecis de coarctada inteligência, ainda não perceberam que nós nunca mais nos deixaremos iludir nem enganar por gentalha desta!

Compreendo a preocupação dos dirigentes do MPLA, mas não eram necessárias intervenções como a de Bento Bento, porque o valor da paz em Angola é de tal forma grandioso, que não há um único angolano que queira voltar ao passado da guerra.

Aliás, os estrategas políticos do MPLA demonstraram algum desfasamento da realidade, porque era evidente para todos os angolanos que a convocação do 7 de Março iria resultar num engodo monumental! Por isso, a reacção de alguns dirigentes do MPLA foi o único acto que acabou por valorizar a convocação da revolta do 7 de Março, ou seja, foram as multiplicações das acções do MPLA que começaram a preocupar os angolanos e deram dimensão a uma acção que não a tinha.

A acção dos teóricos do MPLA foi um dos maiores erros políticos dos últimos anos, deste partido, porque agora, serão muitos aqueles que dirão que não houve uma grande manifestação no dia 7 de Março, porque as pessoas foram ameaçadas, amedrontadas com os discursos, blá, blá, blá!

Os estrategas políticos do MPLA prejudicaram mais do que ajudaram o nosso Presidente, o Presidente de todos os angolanos, José Eduardo dos Santos. Ele não necessita de apoio dos seus correligionários, porque ele tem o apoio daqueles que mais precisa – o seu povo, o povo angolano.

O nosso Presidente tem demonstrado que mereceu a vitória em 1992 e merecerá em 2012. Aqueles que o rodeiam deviam ter maior confiança no trabalho que ele tem realizado como grande obreiro desta nova Angola e uma esmagadora maioria dos angolanos reconhece-lhe exactamente isso.

Nós, angolanos, sabemos que ainda há muitas dificuldades, que há miséria e desigualdades e por isso, não precisamos que nos digam quais são os nossos males, porque nós sabemos. Mas todos aqueles que só olham para o negativo da nossa terra, se fossem possuidores de alguma inteligência, saberiam que não se transforma um país devastado por uma guerra civil de quase três décadas, em meia dúzia de anos.

Vejam o exemplo de Portugal que não teve uma única guerra nos últimos cem anos e tem recebido milhões de euros da União Europeia, todos os dias nos últimos 26 anos, no entanto, está falido tecnicamente, onde se têm fechado escolas, centros de saúde, elevadíssima taxa de desemprego, aumento da emigração, reduções de salários, jovens sem esperança no futuro do país, etc…

Porém, todos querem que Angola se transforme de um dia para o outro num país sem falhas e sem problemas. Orgulhosamente, posso dizer que Angola muda todos os dias e muda para melhor. No nosso país não se fecham escolas, constroem-se novas escolas. No nosso país não se fecham centros de saúde, constroem-se novos centros de saúde. No nosso país não aumenta a emigração, aumenta a imigração. No nosso país não há reduções de salários, mas aumentos. No nosso país os jovens têm esperança no seu futuro!

Venham conhecer a nossa terra, a nossa alegria, a nossa prosperidade. Façam o que já 100 mil portugueses fizeram, venham viver em Angola e nunca mais quererão regressar aos vossos países, porque o encanto das belezas naturais da nossa terra e a hospitalidade do nosso povo, farão de vocês, pessoas mais felizes.

VIVA ANGOLA!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MALANDJI CIDADE DE ANGOLA FAZ 79 ANOS

Hoje a cidade de Malandji faz 79 anos.


Mas eu não vou falar da história desta terra maravilhosa, porque outros já o fizeram melhor que eu.

Contudo vou tentar esclarecer as dúvidas que muitos têm no nome, ou seja, uns escrevem – Malange – outros escrevem – Malanje.

No entanto, ambos os nomes estão incorrectos porque estamos perante uma palavra africana, mais concretamente Kimbundu. Vejamos algumas regras fundamentais:

1º - Nas línguas de origem bantu ficou estabelecido internacionalmente que o mesmo som deve grafar-se sempre com a mesma letra (logo o a palavra Malange é erro porque a letra «g» tem sempre valor de «g» nunca toma o valor de «j»).

2º Nas línguas de origem bantu as vogais são sempre medianamente abertas e nunca fechadas, assim a palavra aqui discutida nunca poderá terminar em «e» porque se assim fosse foneticamente ficava «Malanjé».

3º Na Língua Kimbundu (e Umbundu) a letra «j» não existe de forma isolada, ou seja, existe apenas como dígrafo – ndj.

Portanto, antes da letra «j» coloca-se sempre as letras «nd» - ficando «ndj»

Isto significa que esta cidade de Angola devia escrever-se Malandji.

Se queremos preservar as nossas línguas nacionais, devemos respeitar um conjunto de regras que faz delas línguas e não dialectos. Mas se continuarmos a destorcer, banalizar ou desprezar as línguas nacionais, estas dentro de poucos anos mais não serão do que meras recordações dos mais velhos!

Mesmo para os que percebem pouco de filologia (como é o meu caso) e não perceberam a minha explanação, concluo com uma última.

Ma- landji – etimologicamente significa «as pedras», e por isso esta terra recebeu o nome de MALANDJI. Com a dificuldade dos portugueses falarem esta palavra com a fonética correcta, estes transformaram a palavra Malandji de acordo com a sua fonética e ortografia - Malange. Contudo aqueles que quiseram emendar o erro, não o conseguiram porque escrever Malanje está também errado. Isto acontece por desconhecimento da filologia e/ou etimologia.