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sábado, 30 de outubro de 2010

Escravatura em Angola perdurou até aos anos sessenta do século XX

Escravatura em Angola perdurou até aos anos sessenta do século XX


Pode parecer inacreditável que ainda há pouco mais de cinquenta anos em Angola era ainda praticado a escravatura.

Uma esmagadora parte dos colonos viviam nas grandes cidades e por isso ainda hoje falam de uma Angola portuguesa (justa, igualitária, etc.) que nunca existiu!

Muitos destes colonos ainda hoje desconhecem os muitos «atropelos» que se faziam às pessoas e por isso contam a estória de Angola e não a história de Angola.

A estória dos colonos é a sua vivencia, sobretudo citadina e aí de facto a Angola portuguesa era multirracial e tolerante.

Por esse facto, por exemplo estes colonos pensam que por toda Angola portuguesa os negros tinham as mesmas condições de educação. Mas a realidade era outra, e é aí que entra a história de Angola - foram as missões católicas e protestantes que asseguraram em grande parte a educação dos negros( excepto nas cidades) e não o estado português.

Mas voltemos ao tema de hoje, à história da escravatura de Angola em pleno século XX.

Evidentemente que há cinquenta anos era um tipo de escravatura moderna e por isso os seus métodos eram mais sofisticados. Vou contar um episódio entre muitos que ocorriam no interior da Angola portuguesa.

Em 1960 na minha terra Caluquembe pela madrugada dezenas de negros foram bater à porta do mais velho em total desespero, estavam atormentados! As mulheres choravam dizendo, “querem levar os nossos maridos e os nossos filhos”. O meu avô ficou indignado com o que estava a suceder. No dia seguinte, o mais velho juntou um conjunto de pessoas e rumaram a Sá da Bandeira, actual Lubango, para denunciar aquela aberração (continua).

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