O Livro

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Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Almada - 17/04/2010

Apresentação do Livro CHICORONHO

Apresentação do Livro CHICORONHO
FNAC Algarve - 24/01/2010

Vídeos da apresentação do livro CHICORONHO

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Noticias de Kalukembe


Caluquembe – Quatrocentos e 80 alunos vão estudar numa escola de 12 salas de aula a ser inaugurada sábado, em Caluquembe, num investimento de 54 milhões e 856 mil kwanzas.


A escola tem ainda dois gabinetes, sala de professores, três lavabos, pátio e campo polivalente.


Enquadrado no programa integrado de desenvolvimento rural e combate à fome e à pobreza, as obras tiveram a duração de 12 meses e estiveram a cargo de um empreiteira nacional.


Em entrevista à Angop, o administrador municipal de Caluquembe, Emílio Alexandre Tchitacumbi, disse ser um projecto da administração para o sector da Educação, numa altura em que estão a ser construídas duas outras escolas de seis salas, cada uma, nas comunas de Negola e Calepi.


Disse que a administração pretende ainda reabilitar outras três escolas na sede e na localidade da Vila Branca, cujas dimensões serão discutidas em conselho do município.


Emílio Alexandre afirmou que o município vai contar com 284 infra-estruturas escolares onde estão matriculados 53 mil e 344 alunos.


Ainda no sábado, o governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos, procederá a inauguração de cinco casas económicas para funcionários públicos, cuja execução ficou orçada em 25 milhões e 649 mil kwanzas, assim como de uma morgue municipal.


O município de Caluquembe dista a 220 quilómetros da cidade do Lubango e tem 247 mil e 179 habitantes. A localidade ocupa uma área territorial de quatro mil e 240 quilómetros quadrados, com três comunas: Negola, Calepi e Sede.

Fonte:http://sandularte.blogspot.com/2011/07/administracao-investe-em-escola-que-vai.html

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Jorge Kalukembe no 10-12

Jorge Kalukembe participou no Programa 10-12 da TPA e apresentou o seu novo livro, um ensaio geopolítico: "Angola e o Mundo, na Era Pós-Petróleo" (24 de Junho de 2011).

terça-feira, 17 de maio de 2011

Benguela faz Anos!!!


Ombaca faz hoje 394 anos.

A cidade de Benguela comemora hoje mais um aniversário.

Foi em 1578 que os omuputu se fixaram na «Benguela Velha», hoje Porto Amboim .

Foi o omuputu Manuel Cerveira Pereira que desembarcou na baia de Santo António, também conhecida como «Baia das Vacas», no dia 17 de Maio de 1617, nascendo assim a actual Benguela. Nessa altura Portugal não era independente, já que, tinha sido conquistado pelo Reino de Espanha. Por esse motivo o nome original dado foi: povoação de São Filipe de Benguela. Esta havia de ser a capital do novo domínio português ao sul de Angola, ou seja, havia o Reino de Angola e o Reino de Benguela administrador autonomamente entre 1617 e 1869. Entre 1641 e 1648, a povoação foi ocupada por holandeses.

domingo, 15 de maio de 2011

Água para Todos

As famílias residentes nas zonas próximas das missões católicas, na província da Huíla, foram contempladas, pela primeira vez, com água potável nas suas moradias, no âmbito do programa “Água para Todos”.


Para esta primeira empreitada, o projecto, que consiste em instalar pequenos sistemas de captação, armazenamento e distribuição de água potável ao domicílio, está a beneficiar as famílias que vivem perto das missões católicas de Ngola, Chicomba e Quipungo.


O director provincial das Águas na Huíla, Abel da Costa, disse ontem ao Jornal de Angola que o objectivo é levar água potável de qualidade às populações mais necessitadas. Na missão católica de Ngola, município de Caluquembe, está em construção um sistema de captação, armazenamento e distribuição de água, cujas obras estão na ordem dos 90 por cento, sublinhou. Já na missão do Sendy, município de Quipungo, encontra-se em fase terminal a construção de uma estação de tratamento de água (ETA), com capacidade de cinco metros cúbicos/hora e instalação de um sistema solar para garantir a energia eléctrica.


Na missão de Chicomba, município com o mesmo nome, os trabalhos de instalação do novo sistema de fornecimento de água estão na ordem de 70 por cento e prevêem a captação e rede de distribuição ao domicílio, referiu.


O director provincial das Águas na Huíla, Abel da Costa, referiu que os projectos em curso vão permitir levar água ao domicílio, ao contrário dos fontanários colectivos, construídos em algumas comunas e bairros periféricos.





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Publicada por Ana Paula em Sandula - Caluquembe a 5/14/2011 03:58:00 AM

domingo, 24 de abril de 2011

Direcção da Cultura na Huíla

A Direcção da Cultura na Huíla inventariou, até ao momento, em toda a província, 275 lugares, que pelas suas características, são considerados monumentos e sítios históricos, informou, na segunda-feira, o responsável pelo departamento do património.


Avelino Elias falou do levantamento durante uma palestra subordinada ao tema “conheça, salvaguarde e valorize os monumentos e sítios”, realizada na comuna da Huíla, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da preservação do património cultural da humanidade.

Dos monumentos e sítios inventariados na província, o município do Lubango tem 72, a Chibia, 37, Caconda 33, Humpata 25, Caluquembe 24, Cuvango 21, Quilengues 19, Jamba nove, Cacula sete, Quipungo seis, Chipindo, Gambos e Matala, cada cinco cada.

Avelino Elias referiu a existência de oito monumentos classificados que foram seleccionados pelo seu papel na história e importância da arquitectura civil, religiosa e funerária no património cultura nacional. “Entre estes, temos a Missão da Huíla, os Barracões do Lubango, a Antiga Câmara Municipal, o Palácio do Governo, o Centro da Cultura do Lubango,o Cemitério Bóer, localizado na fazenda Jamba na Humpata e a Estação dos Caminhos de Ferros de Moçamedes”, salientou o responsável.

O processo de levantamento, estudo, protecção e valorização e divulgação do património cultural, disse, continua, com o envolvimento de técnicos da cultura, governo provincial, autoridades tradicionais e activistas. Avelino Elias pediu igualmente à população que se envolva mais na protecção e conservação dos locais e colabore na dignificação, defesa e fruição do património cultural localizado nas zonas de residências.

A actividade foi seguida da inauguração, na sede da comuna, de uma exposição fotográfica sobre os monumentos e sítios.

Fonte: Jornal de Angola Online






segunda-feira, 4 de abril de 2011

4 DE ABRIL DE 2011

O dia 4 de Abril de 2002 ficará no coração de todos os angolanos e de todos aqueles que amam a minha Patria a nossa Pátria.  SEMPRE A SUBIR, NINGUÉM MAIS NOS PODE PARAR!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Noticias de Kalukembe

A administração municipal de Kalukembe está a levar a cabo, desde Janeiro último, acções de loteamento de 1.430 hectares das reservas fundiárias do Estado para a construção de novos projectos habitacionais.


De acordo com o administrador Alexandre Chitacumbi, os trabalhos dos técnicos permitiram a urbanização de mais de 500 lotes, cada um com 1.000 metros quadrados. Este projecto, dizia, visa a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

O responsável local explicou que as áreas loteadas são destinadas à construção de casas de média e baixa renda, inseridas no Programa Habitacional do Executivo e, por meio do processo de auto-construção dirigida, infra-estruturais sociais.

Alexandre Chitacumbi disse que as novas zonas urbanizadas vão servir, também, para realojar os munícipes que construíram casebres ao longo das bermas de estradas, ruas, linhas de escoamento de águas residuais e outros locais considerados de risco.

A administração municipal está ainda empenhada na construção de escolas e salas de aulas, posto de saúde, furos de águas, latrinas públicas, recuperação de pontes destruídas durante o conflito armado, respectivamente nas comunas de Calepi N´gola e Cussesse.

Segundo o responsável, as autoridades administrativas têm um vasto programa, que contempla ainda a instalação de um grupo gerador de 800 KVA, de ampliação da rede de distribuição, visando melhorar o abastecimento de energia eléctrica à população.

O município ganhou igualmente oito casas do tipo T3, que estão a acomodar os quadros da administração, rematou o administrador.

Terrenos para Jovens na Provincia da Huíla

Vários terrenos com mil metros quadrados de área estão a ser distribuídos aos jovens da cidade do Lubango, província da Huíla, para neles erguerem as suas casas, no âmbito do projecto de autoconstrução dirigida do Programa de Fomento Habitacional.


O processo, iniciado no ano passado, já contemplou 300 jovens filiados em distintas organizações desportivas, culturais, estudantis, religiosas, entre outros organismos.

O director provincial da Juventude e Desportos na Huíla, Francisco Barros, que prestou ontem a informação, considerou já haver alguma visibilidade do empenho dos jovens nas novas urbanizações, onde várias casas estão a ser construídas.

Francisco Barros disse que a distribuição de terrenos foi a primeira fase. A seguir a este passo, será a vez da concessão de créditos bancários, sendo para isso necessário que o solicitante apresente, entre outros documentos, o título de propriedade da parcela de terra.

Nesta altura, estão em curso negociações avançadas com as instituições bancárias, no sentido de ajudar o governo local a resolver o problema habitacional que a juventude enfrenta, salientou o responsável.

Além da cidade do Lubango, a distribuição de lotes de terreno à juventude prossegue igualmente nos municípios da Humpata, Quipungo, Matala, Caluquembe, Gambos e Cacula. Francisco Barro anunciou, para este ano, a construção de mais bairros sociais da juventude em quase todos os municípios da Huíla, de forma a corresponder às expectativas dos jovens.

No entanto, como estes não são suficientes, o governo provincial considerou que os projectos de autoconstrução dirigida podem resolver o problema.

terça-feira, 15 de março de 2011

15 de Março de 1961

“Ouvistes que foi dito dos antigos:


Não matarás!”(Êx.20,13)

“Amai os vossos inimigos, e rezai por aqueles que vos perseguem”. (Mateus:6, 16)

“Pode matar-se alguém que odeia, mas não se pode matar o ódio mas é do ódio que estamos a tentar livrar-nos.” (Martin Luther King)

“Ou aprendemos a viver juntos como irmãos e irmãs ou perecemos juntos como loucos” (Martin Luther King)

Eis até onde tem de chegar o amor cristão. Jesus não pode admitir que excluamos alguém do nosso amor. É, certamente, um dos preceitos mais difíceis de cumprir; mas, por isso mesmo, um daqueles que mais nos enobrece e mais nos aproxima de Jesus Cristo.

Transcrevo também algumas ideias do grande Luther King, porque na época dele (até aos anos 60 do século XX) os negros nos EUA viviam esmagadoramente na miséria e eram proibidos de frequentar as mesmas escolas dos brancos, beber onde os brancos bebiam etc.., no entanto, ele preconizou a mudança nos EUA, sem apelos à violência.

Muitos neste momento pensam : «o caso de Angola é diferente porque estamos a falar de uma nação que estava colonizada por outras». Contudo a esses respondo que um só homem libertou a sua nação sem nunca ter apelado à violência - Mahatma Gandhi.

Gandhi libertou a Índia, colonizada pelo Reino Unido, tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não-violenta.

A luta pela independência em Angola foi justa mas podia ter tido contornos não violentos, mas admito que líderes como Gandhi ou Luther King foram únicos, por outro lado, cumprir as palavras do Grande JESUS, não é fácil e por isso Ele disse “o caminho é estreito”. Contudo, repudio totalmente os actos do 15 de Março de 1961, uma data negra, diabólica, porque os crimes cometidos nesse dia foram hediondos e não orgulham nenhum angolano!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Onde pairam os cobardes mascarados que apelaram a revolta em Angola no 7 de Março de 2011?

Hoje dia 7 de Março, foi um dia importante para todos aqueles que amam verdadeiramente Angola!


Muitos colonialistas, falsos amigos de Angola e falsos angolanos, esfregavam as mãos na esperança de voltar a ver Angola em sangue e sofrimento. Todos andavam a comentar de que milhares de angolanos se iam juntar para fazer uma revolução em Angola no dia 7 de Março de 2011, com o objectivo de derrubar os actuais governantes.

A convocatória para a dita revolução foi feita pela internet, mas o mais triste nesta história, é que foi uma convocatória realizada de forma anónima, própria de pessoas cobardes e sem carácter. Os cobardes tentaram usar o povo angolano como «carne para canhão».

No passado, muitos inimigos de Angola faziam manobras idênticas e piores que estas, com o objectivo de criar ódios entre os irmãos angolanos, mas esses imbecis de coarctada inteligência, ainda não perceberam que nós nunca mais nos deixaremos iludir nem enganar por gentalha desta!

Compreendo a preocupação dos dirigentes do MPLA, mas não eram necessárias intervenções como a de Bento Bento, porque o valor da paz em Angola é de tal forma grandioso, que não há um único angolano que queira voltar ao passado da guerra.

Aliás, os estrategas políticos do MPLA demonstraram algum desfasamento da realidade, porque era evidente para todos os angolanos que a convocação do 7 de Março iria resultar num engodo monumental! Por isso, a reacção de alguns dirigentes do MPLA foi o único acto que acabou por valorizar a convocação da revolta do 7 de Março, ou seja, foram as multiplicações das acções do MPLA que começaram a preocupar os angolanos e deram dimensão a uma acção que não a tinha.

A acção dos teóricos do MPLA foi um dos maiores erros políticos dos últimos anos, deste partido, porque agora, serão muitos aqueles que dirão que não houve uma grande manifestação no dia 7 de Março, porque as pessoas foram ameaçadas, amedrontadas com os discursos, blá, blá, blá!

Os estrategas políticos do MPLA prejudicaram mais do que ajudaram o nosso Presidente, o Presidente de todos os angolanos, José Eduardo dos Santos. Ele não necessita de apoio dos seus correligionários, porque ele tem o apoio daqueles que mais precisa – o seu povo, o povo angolano.

O nosso Presidente tem demonstrado que mereceu a vitória em 1992 e merecerá em 2012. Aqueles que o rodeiam deviam ter maior confiança no trabalho que ele tem realizado como grande obreiro desta nova Angola e uma esmagadora maioria dos angolanos reconhece-lhe exactamente isso.

Nós, angolanos, sabemos que ainda há muitas dificuldades, que há miséria e desigualdades e por isso, não precisamos que nos digam quais são os nossos males, porque nós sabemos. Mas todos aqueles que só olham para o negativo da nossa terra, se fossem possuidores de alguma inteligência, saberiam que não se transforma um país devastado por uma guerra civil de quase três décadas, em meia dúzia de anos.

Vejam o exemplo de Portugal que não teve uma única guerra nos últimos cem anos e tem recebido milhões de euros da União Europeia, todos os dias nos últimos 26 anos, no entanto, está falido tecnicamente, onde se têm fechado escolas, centros de saúde, elevadíssima taxa de desemprego, aumento da emigração, reduções de salários, jovens sem esperança no futuro do país, etc…

Porém, todos querem que Angola se transforme de um dia para o outro num país sem falhas e sem problemas. Orgulhosamente, posso dizer que Angola muda todos os dias e muda para melhor. No nosso país não se fecham escolas, constroem-se novas escolas. No nosso país não se fecham centros de saúde, constroem-se novos centros de saúde. No nosso país não aumenta a emigração, aumenta a imigração. No nosso país não há reduções de salários, mas aumentos. No nosso país os jovens têm esperança no seu futuro!

Venham conhecer a nossa terra, a nossa alegria, a nossa prosperidade. Façam o que já 100 mil portugueses fizeram, venham viver em Angola e nunca mais quererão regressar aos vossos países, porque o encanto das belezas naturais da nossa terra e a hospitalidade do nosso povo, farão de vocês, pessoas mais felizes.

VIVA ANGOLA!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

MALANDJI CIDADE DE ANGOLA FAZ 79 ANOS

Hoje a cidade de Malandji faz 79 anos.


Mas eu não vou falar da história desta terra maravilhosa, porque outros já o fizeram melhor que eu.

Contudo vou tentar esclarecer as dúvidas que muitos têm no nome, ou seja, uns escrevem – Malange – outros escrevem – Malanje.

No entanto, ambos os nomes estão incorrectos porque estamos perante uma palavra africana, mais concretamente Kimbundu. Vejamos algumas regras fundamentais:

1º - Nas línguas de origem bantu ficou estabelecido internacionalmente que o mesmo som deve grafar-se sempre com a mesma letra (logo o a palavra Malange é erro porque a letra «g» tem sempre valor de «g» nunca toma o valor de «j»).

2º Nas línguas de origem bantu as vogais são sempre medianamente abertas e nunca fechadas, assim a palavra aqui discutida nunca poderá terminar em «e» porque se assim fosse foneticamente ficava «Malanjé».

3º Na Língua Kimbundu (e Umbundu) a letra «j» não existe de forma isolada, ou seja, existe apenas como dígrafo – ndj.

Portanto, antes da letra «j» coloca-se sempre as letras «nd» - ficando «ndj»

Isto significa que esta cidade de Angola devia escrever-se Malandji.

Se queremos preservar as nossas línguas nacionais, devemos respeitar um conjunto de regras que faz delas línguas e não dialectos. Mas se continuarmos a destorcer, banalizar ou desprezar as línguas nacionais, estas dentro de poucos anos mais não serão do que meras recordações dos mais velhos!

Mesmo para os que percebem pouco de filologia (como é o meu caso) e não perceberam a minha explanação, concluo com uma última.

Ma- landji – etimologicamente significa «as pedras», e por isso esta terra recebeu o nome de MALANDJI. Com a dificuldade dos portugueses falarem esta palavra com a fonética correcta, estes transformaram a palavra Malandji de acordo com a sua fonética e ortografia - Malange. Contudo aqueles que quiseram emendar o erro, não o conseguiram porque escrever Malanje está também errado. Isto acontece por desconhecimento da filologia e/ou etimologia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Porquê o 4 de Fevereiro de 1961 em Angola.

Porquê o 4 de Fevereiro de 1961 em Angola


Actualmente é simplesmente impossível esconder os factos que levaram nós angolanos a lutar pela independência de Angola. Existem muitos trabalhos realizados por especialistas em história que perpetuaram a verdadeira história das colonizações europeias.

Ainda existem por aí muitos, que por ignorância e outros premeditadamente que dizem:

“a colonização de Portugal foi diferente, foi melhor que a dos outros…” blá, blá, blá.

NÃO HÁ COLONIALISMOS BONS, TODO O COLONIALISMO É, POR NATUREZA VIOLENTO E ATRASA O DESENVOLVIMENTO. POR OUTRO LADO, COLONIZAÇÃO É SUJEIÇÃO DOS POVOS A UMA SUBJUGAÇÃO, DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO E TUDO ISSO CONSTITUI A NEGAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DO HOMEM E COMPROMETE A PAZ ENTRE ELES.

A «gota de água» para luta armada iniciada no 4 de Fevereiro de 1961 foi o massacre na baixa do Cassange no dia 4 de Janeiro do mesmo ano, local com mais de 150 000 habitantes. Chama-se «Baixa do Cassange» porque estamos perante um grande território com cerca de 75 000 quilómetros quadrados localizado numa depressão rodeada por montes e serras com mais de 1000 metros altura. A Baixa do Cassange está a uma altitude média de 650 metros.

Não vou falar do dia que inicia a nossa luta pela independência mas de factos que antecederam esse dia e que muitos desconhecem.

O princípio do fim da presença portuguesa em Angola começa no fatídico dia 4 de Janeiro de 1961. De acordo com o capitão português José Ervedosa, nesse dia a aviação portuguesa destruíra 17 aldeias e matara cerca de 5000 a 10 000 homens, mulheres e crianças com bombas incendiárias napalm. Um autêntico crime contra a humanidade. Este hediondo ataque ocorreu em resposta à revolta dos agricultores da Baixa do Cassange. Na região de Milando - Quivota, os cultivadores vão recusar-se a trabalhar o algodão, a pagar o imposto de capitação e a obedecer às autoridades. A luta alastrou a Cunda e Marimba N´guengo. No dia 7 de Fevereiro, a 4º companhia de Caçadores Especiais saiu para Cunda-ria-Baza e sofre uma emboscada, a primeira de muitas que exercito português sofreu.

A vida dos habitantes na Baixa do Cassange era um autêntico inferno! Os agricultores e suas famílias eram obrigados a cultivar o algodão, em vês de outros produtos que permitissem diversificar a alimentação das familias. No final da campanha os agricultores tinham de vender a sua produção à famosa COTONANG fundada com capitais portugueses (Companhia de Algodão da Angola SARL) e capitais belgas decorria o ano de 1926. O conhecido Rebocho Vaz (viria ser um dos governadores da Angola (1966-1971), na altura era major, comandante da 4ª Companhia de Caçadores Especiais mandou fazer um inquérito à actividade da COTONANG . Numa das partes do relatório dizia que as pessoas na Baixa do Cassange viviam “em condições de absoluta miséria moral e material… existem sanzalas inteiras em que as águas, no tempo das chuvas, passam pelo leito das cubatas onde dormem”.

Outro aspecto importante a destacar no relatório são os capatazes da COTONANG, estes exigiam dinheiro aos cultivadores para “os não denunciar ao chefe ou ao agente de mato, por uma qualquer razão inventada, como seja a falta de limpeza da lavra de algodão ou outra falta relativa ao cultivo”. Por outro lado, os agentes do mato da COTONANG forçavam os agricultores a mudarem a sua residência para sítios onde dessem mais rendimento. Como se percebe a fome era generalizada porque a COTONANG pagava aos agricultores preços muito abaixo do mercado por outro lado, depois de tantos trabalhos na cultura do algodão, os agricultores não tinham tempo para as suas próprias culturas alimentares, o feijão, a batata, o milho, a mandioca. Quando chegava a hora de dar de comer à família nada havia.

Conseguimos imaginar a pressão psicológicas que estas famílias de agricultores viviam diariamente ao longo de uma vida!!

A COTONANG era uma entre muitas empresas de empresários portugueses que se enchiam de dinheiro na metrópole à custa da exploração das colónias e respectivos povos. A indústria portuguesa temia o desenvolvimento e a concorrência das mercadorias das colónias. Por exemplo o ignóbil Salazar mandou publicar em 5 de Setembro de 1944 o Decreto nº33924, que proibia as instalações têxteis em Angola. Em 1958 é publicado um decreto proibindo a pesca no alto mar, quando não fossem utilizados barcos a motor isto colocara os pescadores angolanos com menos recursos financeiros numa situação ainda mais difícil Este são exemplos entre dezenas de outros.

Por obvia compreensão ficou patente que o sofrimento dos povos das colónias portuguesas foi agravado pelo atraso económico da metrópole. Atraso que aumentou á medida que o sórdido Salazar se perpetuava no poder.

Importa salientar que os angolanos tentaram evitar a luta armada, inclusive foi enviado a Salazar, decorria o ano de 1960 uma Declaração do MPLA subscrita por Viriato da Cruz, Mário de Andrade e Lúcio Lara, que propunha o «estabelecimento das liberdades públicas, nomeadamente a de formação legar de partidos políticos e garantias concretas para o exercício efectivo dessas liberdades”.

Mas com o exíguo raciocínio do ditador português os elementos do MPLA não obtiveram resposta.

Não seria de esperar outra coisa, vindo de quem vem!!

A mesma «sorte» teve o embaixador americano Charles Elbrich a 7 de Março de 1961, incumbido de explicar ao ditador de Portugal que os EUA tinham alterado a sua politica em relação a África e por isso os ajudaria a preparar a Independências das suas colónias, com grandes vantagens financeiras, formação dos militares portugueses nos EUA entres outras benesses. Mas Salazar de limitada inteligência não percebia a mudanças do mundo e resistia contra tudo e contra todos.

Como eu disse o 4 de Janeiro foi a GOTA DE ÀGUA de um copo que há muito que estava cheio de uma triste história de colonização como foram todas as outras pelo mundo fora.

Nesse sentido surge o 4 de Fevereiro de 1961.











terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Parabéns Luanda pelos 435 Anos - 25 de Janeiro de 2011

A 23 de Outubro de 1574, Paulo Dias de Novais, neto do grande navegador Bartolomeu Dias parte em direcção ao Reino de N´gola do Ndongo. A primeira escala foi a Ilha da Madeira, depois Cabo Verde (Ilha de Santiago) no dia 17 de Dezembro. A 1 de Fevereiro chegavam à zona do Rio Congo. O padre Garcia Simões membro do grupo de Paulo Novais descrevia: “ No espaço voava “cópia de pássaros” de barrigas vermelhas. Navegaram ao longo da costa durante três dias e a 20 de Fevereiro tiveram “vista da ponta” da ilha de Luanda e “de alguns barcos que estavam ancorados no porto”.


Todavia na “História da residência dos padres da Companhia de Jesus” produzida vinte anos depois, com a afirmação de quem tinha sido ouvidas “informações de pessoas dignas de fé”, entre as quais o padre Baltasar Afonso, outro membro da missão de Paulo Novais, a data de chegada à Ilha de Luanda é de 11 de Fevereiro.

Quem foi exacto? O padre Baltasar ou o Padre Simões? Ambos fizeram parte do grupo que chegou à ilha de Luanda!!

No meu entender a chegada a Luanda foi a 11 de Fevereiro de 1575 porque no dia 1 de Fevereiro, a armada de Paulo de Novais já se encontrava no Rio Congo, logo parece evidente que onze dias são mais do que suficientes para concluir a distancia que separa o Rio Congo da Ilha de Luanda.

Uma questão que se impõe, ainda sem resposta e que, certamente continuará sem resposta – No momento da chegada de Paulo Novais à Ilha de Luanda, a quem pertencia, efectivamente, a faixa continental fronteira à Ilha? Ao Reino do Congo? A sobas aliados do N´gola Ndongo? aos invasores imbangala provenientes do longínquo leste?

Curiosamente o fundador da maravilhosa Luanda, Paulo Dias de Novais, morreu pobre e endividado, aos 9 de Maio de 1589, em Massangano, a vila por ele criada na confluência do Rio Lucala com o Rio Kwanza.

Outra curiosidade é que Paulo Novais morreu sem nunca ter chegado a contacto com o N´gola.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A 1º República em Angola

Manuel Coelho era coronel e viveu vários anos em Angola como exilado politico republicano de 1891 a 1896.


O mérito deste primeiro Governador - Geral da era pós monarquia, foi a tentativa de acabar com o trabalho forçado em Angola, nesse sentido, em 1911 deportou 11 portugueses acusados desse crime! Mas este governador acabou por desistir de lutar por uma Angola mais justa e humana, acabou por se demitir em Março de 1912.
Mas não foi só o Governador- -Geral a vitima dos poderosos comerciantes colonos aliados e protegidos por um vasto número de empresários/politicos influentes de Lisboa, nesse sentido, Carvalhal Henriques, Governador de Moçamedes (actual Namibe) que se tornara conhecido por se opor ao trabalho forçado foi demitido na mesma altura.

Importa salientar que o trabalho forçado tinha sido instituido no regulamento de 1878 e saído mais reforçado ainda no Regulamento de 1899.

Mas, a verdade é que a República nada trouxe de novo! Em 1911 foi aprovado um regulamento que mais não era, uma cópia da lei de 1899.

A legislação repúblicana decretava que todos os africanos, excepto os «civilizados», tinham a obrigação de trabalhar durante um período de tempo determinado por cada ano.

Este tipo de trabalho só foi abolido em 1921 pelo alto-comissário Norton de Matos. Mas, apesar de uma legislação bem-intencionada, as práticas laborais continuaram praticamente iguais (até anos 60) ao que eram antes.

Com as obras: «Portuguese Slavery: Britain´s Dilemma, de John Harris (Londres, 1913), e Report on Employment of Native Labour in Portuguese Africa, de Edward A. Ross (Nova Iorque, 1925), fica claro que o trabalho forçado sob o regime republicano era tão mão ou pior do que no período mais decadente da monarquia de Bragança.

Fonte: René Pélissier & Douglas Wheeler

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Martin Luther King – um eleito de Deus.

Hoje não falarei de Angola, mas falarei de um líder que gostava de ter tido em Angola!
Há uns meses elogiei Nelson Mandela, hoje depois de muita analise de um livro e de um documentário com imagens reias elogio Martin Luther King – um eleito de Deus.


Luther King no dia 3 de Abril de 1968 tinha uma reunião à noite, na cidade de Memphis onde o esperavam mais de 11 mil pessoas. Mas, ele nesse dia estava com febre, assim seu amigo e companheiro de luta, Andrew Young, disse para ele ficar a descansar. Martin Luther King ficou sozinho. É no momento da sua solidão que ele recebe a visita de um anjo que diz que ele está entre os escolhidos de Deus, e para transmitir às pessoas essa mensagem. Depois da visita do anjo, Martin Luther King recebe um telefonema de seu amigo a dizer «tens de vir, estão aqui mais de 10 mil pessoas que te esperam escutar. Luther King foi, mesmo cheio de febre e falou para a multidão (agora tomem muita atenção a cada palavra dele):

“Como qualquer pessoa gostaria de ter uma vida longa.


A longevidade é uma ideia agradável. Mas isso agora não me preocupa. Só quero cumprir a vontade de Deus.


Ele permitiu-me subir à montanha, olhei para lá da montanha e vi a terra prometida.


Posso não chegar lá convosco, mas quero que saibam, hoje, que nós, como povo, chegaremos à terra prometida! Por isso, esta noite estou feliz. Não há nada que me preocupe. Não temo homem nenhum. Os meus olhos viram a glória da chegada do senhor”.

Umas horas depois deste discurso Martin Luther King morre assassinado com um único tiro na varanda de um hotel.

Agora volte a ler o discurso de Martin e veja o que eu vi.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ainda tem sentido falar de Etnias?

Quando escrevi o poema «Etnia Chicoronho», estava profundamente nostálgico. Este é um poema em homenagem à etnia esquecida pelos estudiosos em antropologia, oriunda do Sudoeste de Angola. Quando vi o blog da Pilico, fiquei muito feliz porque o poema ganhou outra dimensão.


Contudo, importa esclarecer que a definição do termo etnia é a única cientificamente correcta para categorizar grupo de pessoas. Nunca confundir Etnia com o termo «raça»

Ou seja, no sensos latos ainda se houve muito o termo «raça». O termo "raça caucasiana" foi criado pelo filósofo Christoph Meiners no século XVIII, mas só se popularizou no século XIX. Desde o século XVIII, termo raça passou a ser usado como instrumento politico e é sobretudo associado a discursos rácicos. Infelizmente devido à ignorância de muitas pessoas, inclusive de professores universitários, o termo «raça» é ainda muito utilizado.

O termo «raça» para além de ser ignóbil é estúpido porque, na classificação dos seres vivos, nomeadamente na dos seres humanos só se pode classificar de espécie Homo sapiens – na qual, não há ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. No "Código Internacional de Nomenclatura Zoológica" (4ª edição, 2000) .

Todos os membros da espécie são semelhantes, então a espécie não pode ser dividida em subcategorias com significado biológico.

Por tudo isto que acabei de explicar, surgiu o termo ETNIA.

O conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos. A etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) pode provocar mudanças numa determinada etnia. Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo.

Contudo, ponho actualmente a hipótese do termo etnia ser eliminado porque no mundo globalizado é cada vez mais dificil termos etnias no seu verdadeiro sentido do termo.

Por outro lado, o termo etnia não sendo grave como o termo «raça», não deixa também de ser um terno em certa medida politico. Quando no século XIX os europeus se aproximaram das sociedades africanas começaram a usar o termo “Tribo” no sentido claramente pejorativo. “O que é curioso, é que quando os europeus se referem a si próprios nunca usam o termo “etnia”, eles se designam de “Povos”, mas aos africanos dizem “etnia ou tribo”. Da mesma forma que os Bascos e os Catalães, na Espanha, são povos o mesmo deve ser atribuído aos Nganguelas Bailundos, entre outros. Por isso coloco a hipótese da mudança de nomes para designar os povos africanos.

CHICORONHO no YOUTUBE e Blog!!!!

Com o contributo da grande familia Angolana, nomeadamente a grande familia Chicoronho, paulatinamente vai sendo divulgado a etnia esquecida pelos antropologos, oriunda do sudoeste de Angola.
Por isso não deixem de ver o seguinte blog:

 http://sandularte.blogspot.com/search/label/Etnia%20Chicoronho


Um blog brilhantemente construido pela chicoronho Pilico, conhecida pelos portugueses por Ana Paula.

Etnia CHICORONHO, contributo para a Cultura de Angola

No dia 8 de Janeiro, comemora-se o dia Nacional da Cultura Angolana, nesse sentido volto a publicar um poema meu dedicado à mais recente etnia nascida em Angola:



Etnia Chicoronho



Lá de longe, vieram as minhas origens

Terra apelidada de pérola do oceano

Com bravura e coragem embarcaram

Em direcção ao desconhecido

Que sobretudo era temido

Pelas mitológicas histórias

Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram

Num Outubro, chuvoso de dor

Dor de quem partia

Desespero de quem ficava

Por uma separação que amargava

Com lágrimas de sangue

O Índia desapareceu

No horizonte do oceano atlântico

Para os que partiram

A pérola do atlântico desaparecia

Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa

Situada do outro lado do hemisfério

Hemisfério sul, onde tudo era mistério.

Novembro foi o mês

Que a nova terra os conheceu

Moçamedes, assim se chamava desde 1849

Não seria aí que o grupo ficaria

Homens, mulheres e crianças

Partiram a pé pela savana dentro

Ajudados por carros bóeres

E nada mais

Escalaram ao sol

Com a dor da saudade dos entes queridos

Que ficaram para trás sofridos

Na véspera de natal chegaram ao seu destino

Em condições de facilmente perder o tino

Porque suas moradas mais não eram que barracões

Que lhes fez doer os corações

A promessa foi uma

A realidade foi outra

Não desanimaram

Porque àquela terra amaram

Em poucos anos

Chegaram mais conterrâneos

Juntos tomaram aquela terra como sua

Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas

Mal amados pelo omuputu

Estimados pelos muilas

O Omuputu tratava-o por colono

Por não terem direito ao seu nome

O muila apelidou de chicolonio

De tribo branca também foram chamados no Puto

Venceram os desafios

Porque na Huíla não estavam sozinhos

Os muilas foram seus amigos

E com eles surgiu a nova etnia

A mais recente de África - CHICORONHO

                                   Jorge Kalukembe